THE RICE EXPERIENCE

let food be the medicine

Alimentos Fermentados, Workshop A 31 De Março

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A descoberta da fermentação, aconteceu por acaso, num molho de frutas e amoras deixadas ao sol, eventualmente proporcionando um aroma curioso, um gosto esquisito mas não desagradável e um efeito físico não esperado.

As bebidas alcoólicas fermentadas existem possivelmente há 10000 anos, mas existem muitos mais alimentos fermentados que consumimos. Pão, vinho, queijo e cerveja são os mais conhecidos no Ocidente, conjuntamente com os pickles e o chucrute. O leite e seus derivados continuam a ser fermentados por muitas culturas, especialmente em climas quentes onde a refrigeração é escassa. Yogurt, Kefir, Koumiss e queijos de vários tipos, feito a partir de vacas, cabras, ovelhas, camelos, etc são considerados alimentos principais na Ásia, Índia, Norte de África e Europa.

No Oriente, a fermentação de grãos e produtos de origem vegetal, fazem parte do quotidiano. Entre os mais conhecidos destacamos o Tempeh da Indonésia, Miso e shoyu do Japão, peixe fermentado chamado nampla ou moc man na Tailândia, Vietnam e Cambodia, feijões pretos fermentados na Índia, Kimchi na Coreia, etc.

Assim como cozinhar condiciona o uso de um agente externo que forneça calor, que é o fogo, a fermentação não acontece sem a ajuda dos fermentos e bactérias. Estes microrganismos microscópicos começam por quebrar os hidratos de carbono e proteínas dos alimentos, em dióxido de carbono, aminoácidos e álcool. Quando juntamos o sal prevenimos a proliferação de microrganismos tóxicos.

Originalmente, a fermentação era obtida através do ar, leveduras ou bactérias, mas este método não garantia a qualidade do produto final, visto depender de factores aleatórios que poderiam ou não intervir. A aplicação de determinadas leveduras ou bactérias, como os lactobacillus bulgaricus do yogurt, o Koji para o miso, o rhizopus oligosporus para o tempeh, e as gerações de massa velha para o pão, vieram garantir o resultado final dos processos acima mencionados.

A fermentação transforma os alimentos, torna-os mais saborosos, ricos e preciosos. Intensificam as suas qualidades, mantendo a sua conservação possível em zonas sem electricidade, sem recurso a refrigeração. Mais importante de tudo, é o valor nutritivo que acrescenta aos alimentos. As bactérias sintetizam enzimas e vitaminas adicionais criando um maior equilíbrio ao nível dos aminoácidos. São bastante preciosos no processo de sintetização da vitamina B12.

Os alimentos fermentados melhoram a flora intestinal, ajudando a digestão de proteínas, hidratos de carbono e gorduras.

Baseado no livro de Annemarie Colbin, “Food and Healing”

 Devido á importância que os alimentos fermentados ganharam nas nossas vidas, ocupando um lugar imprescindível na nossa alimentação, não queríamos deixar de fazer referência ao workshop que irá se realizar no dia 31 de Março.

 As formadoras Inês Barros e Maria Quintino convidam os interessados a acrescentarem, algo de novo, fresco e rejuvenescedor ás suas vidas através da transformação natural dos alimentos. Não perca esta oportunidade.

 

ÍNFORMAÇÕES SOBRE O WORKSHOP DE CONSERVAS VEGETAIS – 31 DE MARÇO

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Written by thericeexperience

Março 29, 2012 às 12:41 am

Publicado em Workshops

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