THE RICE EXPERIENCE

let food be the medicine

Archive for the ‘Filosofia’ Category

De Bebé A Adulto – A Importância Da Alimentação

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Alex-Grey-BirthNo útero, o feto recebe energia para sobreviver através do sangue da mãe e outros nutrientes através da placenta. Longe da força original do esperma e do óvulo, a alimentação da mãe durante a gravidez tem uma influência muito grande na futura saúde e na constituição do bebé. Depois do nascimento, o bebe é alimentado pelo colostro e leite materno, que representa a energia condensada do reino animal. Depois de surgirem os dentes a criança começa a alimentar-se de alimentos vegetais de forma a garantir um bom crescimento e desenvolvimento.

Á medida que vamos crescendo e amadurecendo, a principal fonte de energia que nos sustenta, é a fornecida pelos alimentos que comemos. A comida transmuta-se em mente, corpo e espírito. Através de uma boa selecção e preparação de alimentos, captamos a energia condensada do céu e da terra, de forma a criarmos o nosso dia-a-dia cheio de saúde e felicidade. A qualidade e funcionamento dos nossos órgãos e tecidos dependem largamente da nossa dieta. Claro que continuamos a receber energia da natureza e do cosmos, mas esta energia serve para activar e carregar os órgãos e as suas funções, células e tecidos. A comida transforma-se directamente em sangue, linfa, e outros fluidos corporais que nutre o nosso sistema e funções. Mantém a energia dos canais abertos de forma a receber a força dos ciclos celestiais e ciclos terrestres e os ritmos á nossa volta.

Além da saúde física e vitalidade, a alimentação cria a mente e espírito, determinando a qualidade da nossa consciência. Ondas vindas do Universo são canalizadas através do cérebro e sistema nervoso, sob uma forma de espiral. Cada uma das triliões de células são também um receptor atraindo vibrações da atmosfera e do nosso ambiente circundante. A nossa intelectualidade e espiritualidade são determinados pelo grau de energia que as nossas células têm capacidade de receber e armazenar. Ondas de baixa frequência e de maior comprimento de onda criam a actividade física do corpo. Ondas de alta frequência com comprimentos de ondas mais pequenos, criam os nossos pensamentos, imagens e sonhos.

Traduzido do livro “The Macrobiotic Path to total health” de Michio Kushi.

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Written by thericeexperience

Agosto 19, 2016 at 7:18 pm

Os Homens E A Teimosia Da Ejaculação

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As relações sexuais são a forma, através da qual o homem e a mulher se tornam “um”. Eles simplesmente sentem que essa energia pertence aos dois, através do fluir de forma contínua da energia sexual. Cada um dos amantes, encontra-se no extremo oposto da polaridade. Quando a troca de energia chega a uma certa intensidade, equilibra os corpos sólidos dos dois amantes através da pulsação, como se estivessem carregados de electricidade. A sensação de fisicalidade desaparece. De repente, tornas-te num pilar de energia vibracional, estranhamente equilibrado com o campo energético do teu amante. É um total orgasmo do teu corpo e mente. A batalha do ego desaparece, chegando ao tamanho de um pequeno grão de areia, fundindo-se nas energias subtis do universo.

Muitos homens podem até sentir algo muito ténue desta sensação, mas poucos são capazes de manter a experiencia, porque descarregam a energia referente ao seu campo de polaridade através da ejaculação. Não posso considerar este ato como de puro orgasmo: basicamente é um descarregar de uma situação desconfortável para o amante, de uma energia demasiado excitada, que não tem nenhum sítio para ir senão sair á pressa.

Um verdadeiro orgasmo acontece quando os amantes continuam a pulsar juntos. A sua energia sexual completa um circuito completo entre os dois pólos magnéticos, carregando cada um deles incessantemente.

O fluir da energia sexual não consegue completar este ciclo; o amor necessita de estar presente. A mente participa no sexo de forma atenta a todos as sensações. Este ciclo de energia não se completa, se o homem apenas juntar o seu pénis á vagina da sua amante, sem amor vindo de ambos os corações. Só quando o pólo positivo e negativo do homem e mulher estão trancados é que a energia flui de uma forma estável. Esta é a razão pelo qual o sexo, por si só, sem amor, nos torna infelizes. Apenas estás a juntar metade de ti á tua amante, e a outra metade á ejaculação. O fluir da energia do ciclo do Tao é quebrado.

O orgasmo em forma de ejaculação, no qual os homens estão tão viciados e conformados, restringe a sua força de vida aos genitais. Durante o sexo, o pénis simplesmente está cheio de vida, sendo demasiado pequeno para conter essa energia sexual expansiva. O pénis não foi desenhado para suster tanta energia, de qualquer forma conta com a ajuda do cérebro e sistema nervoso central. A verdadeira função do pénis é conduzir vida/energia, não expelir energia…

Traduzido de um texto de Mantak Chia “Taoist secrets of love, cultivating male sexual energy”

 

Written by thericeexperience

Setembro 7, 2015 at 5:52 pm

Publicado em Consciencia, Filosofia

As 5 Falácias Do Cérebro

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heart-and-mind-struggle2a1 – O mundo está a trabalhar contra nós – O cérebro vê o mundo como um problema a ser confrontado. Somos enganados pelo nosso cérebro quando somos levados a acreditar que todo o comportamento humano é uma função do estímulo do ambiente que nos rodeia, e que somos todos vítimas de um mundo injusto e cruel.

Para o cérebro é certo que o universo é um sítio adverso e que é necessário lutar para sobreviver. Devido há sua orientação determinística, ele está constantemente a dizer-nos que temos que estar preparados para dar o nosso melhor contra as forças cósmicas que nos querem derrubar. O cérebro tem por habito abusar e explorar o coração, até ao ponto de o destruir.

O coração é menos determinístico em relação ao ambiente exterior, considerando o universo um sitio amigável.

2 – Vitimização – O cérebro tem uma tendência para se auto culpabilizar. Como se considera o órgão mais importante e brilhante, rapidamente julga negativamente, quando as coisas não correm como ele quer. Quando as expectativas e a necessidade de controlo da esperada promoção no trabalho, dos créditos por algum feito, da recompensa de amor, de um bom lugar para estacionar o carro, ou da compreensão dos outros, não são satisfeitas, o cérebro arranca rapidamente para um sentimento de injustiça forte.

3 – Trabalho árduo vale sempre a pena – Mesmo que o cérebro veja o universo como um poderoso inimigo com o qual tem de lutar para manter o controlo e a ordem, de forma a evitar ser vitima, vive convencido de que consegue mais, se explorar os cérebros alheios. Pensa que, com o esforço necessário, consegue arquitectar manobras inteligentes para tirar partido dos outros, de forma a ser tudo o que consegue ser, evitando erros e disfuncionalidades, fazendo tudo para ganhar, mesmo que esta vitória envolva sofrimento alheio.

4 – Eu consigo mudar as pessoas – Considera-se poderoso e inteligente controlador de outros cérebros. Usa a sua inteligência para mudar os outros na direcção que ele deseja. Quando não consegue, o cérebro fica irritado, impaciente, levando o corpo a praticar actos agressivos. O coração é suficientemente sábio para saber que o cérebro não tem capacidade de mudar outros cérebros. Se o cérebro ouvir o coração, vai aprender a ser mais tolerante, gentil e meigo. O coração sabe que “não se consegue mudar as pessoas, mas consegue-se mudar o que pensas das pessoas”.

5 – A frustração significa agressão – Para um cérebro impaciente, a frustração da concretização dos objectivos, resulta em raiva. Os psicólogos chamam-lhe “frustração-agressão”. Estudos mostram, que não são tanto os pensamentos de frustração que levam á pratica de actos de violência, mas sim, os sentimentos que resultam do próprio estado de frustração. A raiva e a hostilidade provocam o cérebro (ao nível do ego) de forma a este, exercer o seu controlo. Estes sentimentos desconfortáveis traduzem-se com actos de agressividade para o exterior.

Baseado no livro de Paul Pearsall “The Hearts Code”

Written by thericeexperience

Junho 29, 2015 at 11:15 am

Publicado em Consciencia, Filosofia

Industria Alimentar E A Degradação Da Saúde

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holism-500x375A nossa obsessão com o crescimento económico e o sistema de valores que o sustenta, tem vindo a criar um ambiente físico e mental bastante prejudicial á nossa saúde. O aspecto mais trágico deste dilema social, é que a doença criada pelo sistema económico é causado, não só pelos processos produtivos da indústria, mas também pelos alimentos ai produzidos, fortemente anunciados como necessários para a manutenção da expansão económica. Para aumentar os lucros num mercado saturado, os produtores têm que produzir o mais barato, baixando obviamente a qualidade dos produtos.

Mesmo sendo produtos de baixa qualidade, são gastos milhões em publicidade de forma a condicionar a escolha e a opinião e gostos dos clientes. Esta pratica, que se tornou uma parte integrante e imprescindível da economia, provoca uma serie de problemas nutricionais e de saúde, tornando este sistema caduco e insustentável.

A indústria alimentar representa um exemplo gritante de responsabilidade num problema de saúde pública, gerada pelos interesses comerciais. De qualquer forma, a nutrição é um dos factores mais importantes nas nossas vidas, ideia não enfatizada pelo nosso sistema de saúde e médicos notoriamente ignorantes no que respeita á dieta e nutrição. De qualquer forma, as características básicas de uma dieta saudável são bem conhecidas. Para ser saudável e estar bem nutrido, uma dieta deve ser equilibrada, baixa em proteína animais e rica em hidratos carbonos complexos. Este facto pode ser atingido através de três grupos de alimentos básicos – cereais integrais, vegetais e frutas. Mais importante ainda é, preencher três requisitos: os alimentos devem ser naturais, consistindo em alimentos orgânicos no seu estado natural; devem ser integrais, completos e não fragmentados, sem ser processados ou enriquecidos, sem químicos, locais e sem aditivos.

Estes requisitos dietéticos são extremamente simples, e mesmo assim são quase impossíveis de serem praticados, nos dias de hoje.

Baseado num texto do livro “Turning Point” de Fritjof Capra

Written by thericeexperience

Junho 9, 2015 at 3:51 pm

A Paz Interior E O Silencio

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Master Mantak Chia. OFFiCiAL_SiTE: http://www.universal-tao.com/Sempre que procuramos um entretenimento que nos dá prazer, perdemos energia. Quando nos deixamos entreter em excesso com atividades, como por exemplo, ver televisão, para conseguirmos prestar atenção, é exigida a energia dos órgãos. Desta forma, a nossa energia interior que nos permite viver, perde-se na atividade de ver e de ouvir. Imaginamo-nos a sentirmo-nos bem, porque entendemos que estamos relaxados a diluir o nosso stress. Nós conseguimos sentir a libertação, mas os nossos órgãos vitais estão a ser drenados da sua energia interior, pelo excesso de libertação de energia que a actividade exige. A tensão dos órgãos cria uma energia negativa e, se não conseguirmos transformar em energia positiva, acumula-se e as emoções negativas começam a manifestarem-se.

Mesmo que escolhas uma música calma para relaxar e criar uma sensação de harmonia no corpo, demasiada atenção é despendida nesse processo, que faz com que os nossos olhos, ouvidos e sistema nervoso percam energia para o exterior. No fim, acabamos sempre por ter necessidade de descobrir músicas novas, filmes e concertos, porque estes meios de diversão nunca satisfazem as nossas necessidades, aumentando ainda mais a nossa necessidade de estímulo. Quanto mais tentarmos satisfazer um ou dois dos nossos sentidos, através do contacto com o exterior, a necessidade de estímulo dos outros sentidos aumenta mais ainda. Quando tentas satisfazer a boca e a língua, os olhos, os ouvidos e o nariz vão precisar também de algum estímulo, criando um ciclo de aumento contínuo do uso dos sentidos. A lógica das grandes empresas é alimentar os nossos sentidos, obtendo lucros infindáveis, a partir do princípio que não nos conseguem realmente satisfazer, trazendo-nos liberdade, diversão e felicidade. Se por acaso estas empresas conseguissem satisfazer-nos por um longo período, iriam à falência.

Os Taoistas comparam os nossos órgãos aos nossos pais e os sentidos às crianças. Quando estão separados não existe harmonia, mas sim desarmonia e carência. As pessoas tentam procurar felicidade e satisfação através do exterior e não do interior. Ouvem apenas os desejos dos seus corpos, em vez de ouvirem a sua mente e o seu espírito. Quanto mais procuram, mais cresce a ânsia de nunca encontrarem o que procuram, criando apenas a sua deterioração. A verdadeira felicidade, a verdadeira alegria e a verdadeira satisfação vem da paz interior.

Baseado num texto de Mantak Chia do livro “Taoist Secrets Of Love, Cultivating Male Sexual Energy”

Written by thericeexperience

Janeiro 28, 2015 at 5:26 pm

A Alimentação E O Excesso De População

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O crescimento da população foi gradual e constante até finais do séc XIX, mas desde esse tempo, a população começou por crescer brutalmente, especialmente nas cidades modernas.

Por essa razão, desde os tempos da teoria de Malthus sobre o crescimento da população, desenvolveu-se a ideia de que os alimentos iriam escassear. Vários programas foram adoptados pelos governos nacionais, através de programas de controlo de nascimentos e da legalização do aborto.

De qualquer forma, a ideia do que o excesso de crescimento populacional iria causar uma escassez de alimentos, não se verificou, observando-se antes o inverso. A população cresceu porque aumentou a quantidade de comida produzida. Quando faltar comida, a população irá naturalmente decrescer.

O crescimento explosivo da população foi provocado por uma intensificação das trocas comerciais ao nível mundial. Ao mesmo tempo, o aumento da população, que é uma manifestação Yin, tem sido acelerado pelo uso excessivo de alimentação Yin, nas sociedades modernas. Esses alimentos incluem, farinhas brancas processadas, lacticínios, comida com açúcar, frutos tropicais, batatas, tomates e toda a comida quimicamente processada. Se assistirmos a uma mudança dietética para as formas mais tradicionais, dependendo dos produtos locais, clima, região geográfica, a população eventualmente irá estabilizar, tal qual como observamos á milhares de anos atrás.

Baseado no livro “The Book Of Macrobiotics” de Michio Kushi

Written by thericeexperience

Janeiro 6, 2015 at 10:43 am

Publicado em Consciencia, Filosofia

Oshawa, E A Ordem Do Universo

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A vida deve ser divertida e bem passada e devemos ser nós a torná-la uma óptima viagem cheia de felicidade. Mas essa felicidade bem afortunada deve ser vivida apenas por aqueles que sabem para onde vão, para a terra que nos fez nascer. Tu podes ser feliz, como um grupo de jovens quando saem. Eles podem correr, dançar e cantar. Mas as pessoas doentes, por outro lado, não conseguem gozar a viagem da vida, e a culpa é deles mesmos por não conseguirem. A verdadeira causa da doença é o desejo, que vem da ganância, que resulta na ignorância completa de como funciona a Ordem do Universo.

Eu que tratei mais de 50000 pessoas, digo bem alto: o desejo, a ganância, a falta de visão do coração, a arrogância e o orgulho – são tudo características dos doentes. E a doença vem da ignorância e da estupidez causada pela nuvem que os separa da verdadeira sabedoria.

Pela natureza, nós recebemos sabedoria pura sem distorções, dada quando nascemos do mundo absoluto, que é o Universo. Nós somos todos crianças do Universo e cidadãos do infinito, mundo absoluto. Esquecemo-nos que a verdade é a nuvem que nos torna doentes.

Esta nuvem é criada pela educação que nos faz acreditar que só existe este mundo finito, material, incompleto e efémero. E na verdade, todo o conhecimento humano é criminoso em relação á natureza, senão tiver em consideração a existência do infinito, do eterno, da Ordem do Universo. Considerando que o mundo do espírito é infinito, que flui, é integral, e livre de todas as preocupações, podemos então chamar mundo de Deus, do universo, do caminho da natureza. Este mundo infinito e espiritual trouxe-nos o mundo material. A vida não existe sem o espírito.

Baseado num texto de George Oshawa

 

Written by thericeexperience

Agosto 12, 2014 at 9:55 am

Publicado em Filosofia, Personalidades