THE RICE EXPERIENCE

let food be the medicine

Archive for the ‘Super Alimentos’ Category

A Importância Dos Vegetais Biológicos e Cereais Integrais

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Ainda num passado recente, os vegetais, cereais integrais e a maior parte das plantas eram consideradas como fibra, principais responsáveis por um bom funcionamento intestinal. Essa ideia além de redutora, desconsidera o grupo mais importante de alimentos que abrange e sustenta a vida no planeta terra. Os minerais do trigo integral, o efeito estabilizador dos níveis de açúcar do sangue que proporciona o arroz integral, os fito nutrientes, anti-oxidantes, presentes nos vegetais e que protegem o DNA, têm efeitos anti-tumor, reduzem o colesterol, fortalecem o sistema imunitário, etc. Representam uma pequena amostra dos benefícios disponíveis nos alimentos integrais e biológicos – que nos ultrapassam quando os consumimos na versão refinada através de processos industriais. Cada cereal integral, incluindo o millet, quinoa, cevada, centeio, milho, trigo-sarraceno, amaranto, etc. são ricos em minerais, vitaminas, hidratos de carbono além de uma quantidade variada de nutrientes característicos, assim como propriedades curativas relacionadas.

Os últimos estudos feitos á fito química dos legumes, cereais, frutos secos e frutos, demonstraram que cada planta tem uma quantidade enorme de propriedades valiosas e nutritivas específicas. Cada vez que escolhemos alimentos refinados, quer seja através de farinhas brancas processadas, arroz branco e outros cereais, óleos refinados e açucares, limitamos a possibilidade de: fortalecer o sistema imunitário; de regular os níveis de glicose estabilizando as nossas emoções; proteger-nos de doenças degenerativas, etc, no geral, dificultam a experiencia de vida harmoniosa e equilibrada que a versão integral proporciona.

 A maior parte das pessoas não se apercebe dos benefícios do consumo do produto integral, que nos protege e rejuvenesce. A capa dos cereais integrais que tem como função a protecção, transfere-se para nós, fortalecendo a nossa capa, actuando como escudo. Optar pelos refinados sem capa, proporciona-nos uma vida de desequilíbrios e acidentes constantes, sem capa, sem escudo, sem protecção.

 Se uma civilização desnutrida, como a sociedade moderna onde vivemos, reencontrar o valor dos cereais e vegetais na sua forma completa, rapidamente torna-se na terra da moderação e saúde abundante.

 Baseado no livro de AnneMarie Colbin “Food and Healing”

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Written by thericeexperience

Dezembro 28, 2011 at 5:13 pm

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Benefícios Da Flôr De Sal Ou Sal Integral

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O principal objectivo fisiológico do corpo é mudar o sangue doce para sangue salgado. Jesus disse, “tu és o sal da terra”. Praticamente todos os micróbios têm uma atracão pelo doce, mas não pelo salgado. Se o nosso sangue for salgado, nós nunca vamos ser chateados pelos germes ou por qualquer outra criatura que adore o doce. Elas vão-nos deixar viver em paz, e não temos necessidade de declarar guerra e bombardeá-los com antibióticos. 

Usamos sal de cozinha integral na nossa culinária, mas não demais porque provoca muita sede. Os excessos de líquidos distendem e incham os tecidos e órgãos do nosso corpo e causam gula, doença e deterioração. O organismo deve estar firme, flexível e em forma. Devemos ter muito cuidado com uma alimentação excessivamente Yang (ex: carne, sal, etc) porque senão precisamos de equilibrar com muito Yin (ex: açúcar,  líquidos).

De qualquer forma, não há razões para ter medo do sal. Se for consumido em demasia, surge uma sede incontrolável, o que nos leva a beber demasiados líquidos, eliminando o sal através da urina.

Devemos ter muito cuidado com excesso de alimentos Yin (ex: frutas, gelados e álcool), porque provocam dilatação, danificando a nossa constituição física.

Isto quer dizer que cozinhando com o sal integral Yang, mas em quantidades moderadas, elimina as recaídas dos alimentos muito Yin.

Esta é a razão pela qual o sal é utilizado na preparação de todos os pratos, mas em quantidades moderadas.

Não devemos esquecer que viemos do mar. As nossas mães perderam as águas salgadas na altura do nosso nascimento. Estas águas salgadas são necessárias para a nossa vida dentro do útero. Nós vivemos dentro das nossas mães como os peixes vivem no mar.

Texto ‘The Rice Experience’, baseado no livro ‘7 diet’, de Françoise Riviere

Imagem ‘The Rice Experience’

 

Written by thericeexperience

Junho 29, 2010 at 1:39 pm

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Alimentos Para A Memória E Imaginação

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Atenção: Ler o post dos 12 teoremas do princípio único para servir de base de compreensão forte deste post. 

É muito importante verificarmos a relação entre a alimentação e a função da memória/imaginação. 

Existem três tipos de alimentação: Solidiforme; Hidroforme; Aeriforme. A alimentação Solidiforme é Yang por natureza (alimentos contractivos: ovos; carne; peixe), a Hidroforme é neutra (cereais integrais; vegetais) e a Aeriforme é Yin (alimentos expansivos: açúcar; drogas).

Sugerimos fazer a seguinte experiencia: colocar sal sobre o fogo e constatar que o mineral começa a saltar, a estalar. Tanto o sal como o fogo são Yang, logo Yang repele Yang. A rejeição destes dois elementos em contacto um com o outro esclarece-nos quanto à força constitutiva de cada um deles. Se fizermos a mesma experiencia com açúcar verificamos que a combustão é feita rapidamente. O açúcar é um alimento Aeriforme, se o queimarmos a altas temperaturas transforma-se em álcool ou mesmo gás. O mesmo acontece com a fruta, ficando apenas a sobrar sais minerais nas cinzas. O facto de se transformar em cinzas esclarece-nos quanto à predominância dos elementos, do fogo Yang com o açúcar e fruta Yin, havendo uma nítida atracão e transformação. Yin atrai Yang e Yang atrai Yin. Se experimentarmos queimar vegetais de folha, que são mais Yang do que a fruta, verificamos que restam maior quantidade de sais minerais nas cinzas preservando a folha queimada, os tecidos e fibras vegetais. Logo podemos concluir que a folha oferece mais resistência ao ser queimada do que o açúcar. Verificamos que as fibras vegetais queimam e são digeridas mais lentamente, sendo a metabolização feita de uma forma sustentada deixando os órgãos trabalhar com tempo e sem pressas, razão pela qual a comida vegetariana é conhecida como “slow food”, ao contrário da metabolização do açúcar, que é feita imediatamente, super acelerada, o que provoca o stress de todos os órgãos, contribuindo para o nosso mau estar.

Nas regiões de clima quente onde se consome mais frutas e açúcar, alimentos aeriformes, é muito mais desenvolvida a parte da imaginação. Exemplos disso são as pessoas que têm a imagem e sonho do amor, paz, saúde, etc, mais expansiva, mais Yin, estilo de vida baseado na diversão, com bastantes músicos, artistas, poetas. A memória deste tipo de pessoas tem tendência a ser pouco Solidiforme ou Yang. Esquecem-se com frequência do passado, passando o tempo a imaginar, dai a capacidade criativa e expansiva ser maior.

Nas regiões onde se consome mais carne do que açúcar e frutas, alimentação Solidiforme, as pessoas têm tendência a ficar mais tensas, com óptima capacidade de memória, lembrando-se facilmente do passado. Não é por acaso que o povo do interior de Portugal está constantemente a contar historias do antigamente. Este tipo de alimentação é mais pesada e sólida, desenvolvendo atitudes vingativas, raivosas, rancorosas. Os problemas de coração são bastante comuns, visto a carne, enchidos, etc., provocarem o aumento de gordura no sangue, engrossando-o, dificultando a sua circulação, promovendo a estagnação e o mau funcionamento da ordem natural do nosso organismo.

Se conseguirmos perceber e observar os dois extremos alimentares, Solidiforme e Aeriforme, percebemos as diferenças nas formas e qualidades dos alimentos, concluindo que no meio é que está a virtude, desta forma a alimentação Hidroforme, à base de cereais e vegetais, é a mais equilibrada, proporcionando uma memória equilibrada e boa capacidade criativa.

Texto ‘The Rice Experience’, baseado no livro ‘Existenciologia’, de Tomio Kikuchi 

Written by thericeexperience

Junho 14, 2010 at 9:57 am

Como Cozinhar Arroz Integral Correctamente. Benefícios Do Arroz Integral.

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img_9193Uns amam os outros odeiam. Mais os que odeiam do que os que amam. Também não interessa perder tempo a escrever sobre os que odeiam, os que amam e mesmo os que são indiferentes.De longe que é um super alimento, de longe que é dos mais completos, de longe que é dos mais saborosos.

Faz parte da família dos bons açúcares, hidratos de carbono complexos e devia fazer parte de 70% daquilo que comemos no nosso dia-a-dia. Mas do dever ao acontecer vai uma diferença bem grande, essa diferença fomenta a existência, construção e desenvolvimento das famosas casas de doentes, chamadas hospitais e centros de saúde, onde o ser humano adora permanecer, para de certa forma receber carinho, atenção e a tal receita milagrosa que acaba com o sofrimento. Que acaba ou que começa?

O problema é que esses viveiros de vírus que se chamam hospitais, têm demonstrado grandes dificuldades no tratamento dos pacientes, que têm de ter paciência e se submeterem a exames com nomes cada vez mais esquisitos, medicamentos cada vez mais estranhos e nomes de doenças próprias de filmes de terror. O paciente fica confuso, o médico também e a saúde piora; entramos com um problema, saímos com outros. Quem visita estes viveiros já passou de certeza por esta experiência.

Para não me perder no meio das palavras e a pedido dos leitores do blog, vou escrever duas receitas diferentes de Arroz Integral carolino de grão curto. Uma receita mais Yin e outra mais Yang (esclarecimentos do funcionamento do Yin e Yang no post de 13 de Março de 2010).

Segue o link para duas Receitas de Arroz Integral

Written by thericeexperience

Abril 27, 2010 at 5:25 pm

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Arroz Integral

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imagesCAQL2O1LConsiderado um alimento principal, sendo a sua descoberta tão importante como a descoberta do fogo, o arroz foi o pilar de sustento das antigas civilizações, o factor mais importante da existência. Venerado como um Deus, serviu de alimento principal para a humanidade durante centenas de anos.

Nos cereais em geral, no arroz em particular, os factores Yin Yang estão bem equilibrados, pois as plantas concentram na semente a totalidade das suas forças construtivas, encontrando-se armazenados os principais elementos nutritivos, que nos fornecem a totalidade da força vital de forma equilibrada. O arroz integral é rico em: proteína vegetal de elevada qualidade; hidratos de carbono complexos; fibras dietéticas; vitaminas e minerais As sementes são o ponto de partida do crescimento, desenvolvendo-se sem haver dispersão energética.

A casca do arroz é rica em celulose e fibra, e pode ser preservada por um tempo indefinido sem perder a sua vitalidade. Arqueólogos descobriram que sementes e grãos bem conservados, mantêm as suas propriedades, podendo ser cultivados séculos depois, desde que preservada a casca.

Cozinhar cereais integrais e seus derivados, constituíram o alimento principal desde a antiguidade até aos tempos modernos e eram consumidos por todo o mundo e por todos os povos. O cereal era considerado como a fonte da vida, e os diferentes tipos, métodos de cultivo, formas de cozinhar, criaram uma brutal diversidade e riqueza nas culturas dos habitantes do planeta.

O arroz e o millet eram mais consumidos no Oriente; a cevada, trigo, aveia e centeio na Europa; trigo-sarraceno na Rússia e Ásia Central; sorghum na Africa; cevada no médio oriente; milho, amaranto e quinoa nas Américas.

Nos Upanishads lê-se que os sábios pensavam que o cereal era a representação de Deus na Terra. Devido a essa tradição as famílias brâmanes do sul da Índia ainda oferecem uma oração ao arroz antes de ingeri-lo.

O arroz indicado para consumo em Portugal é o arroz carolino de grão curto, Oryza Sativa. A forma de cozinhar depende da condição do consumidor, podendo-se cozinhar mais Yin ou mais Yang. Socar o arroz é uma das técnicas utilizadas para melhorar a assimilação dos nutrientes pelo organismo. Consiste em lascar a casca de celulose do arroz, sem partir, de forma que durante a cozedura, haja a possibilidade do interior ser cozinhado.

Texto – ‘The Rice Experience’, baseado em ‘Basic Macrobiotics’, de Herman Aihara 

Written by thericeexperience

Março 13, 2010 at 8:33 pm

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