THE RICE EXPERIENCE

let food be the medicine

Yin Yang

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O princípio do YY é simples. Convêm assumir que os elementos da natureza estão em constante transformação, desta forma, temos de conduzir a nossa vida de acordo com esses elementos. Estas duas forças opõem-se, são antagónicas e complementam-se, estão constantemente a cooperar e a combinar as suas forças, fora e dentro do nosso corpo.

No oriente, Yin é o nome dado à força que produz expansão. Água, ar, árvores, flores, etc, são elementos expansivos da natureza e a sua tendência é preencher as dimensões do espaço. Algumas frutas crescem rápido, e mesmo assim são maiores do que outras que demoram tempo a crescer. A força que as faz crescer mais rapidamente do que outras, é Yin. Desta forma, consideramos Yin qualquer coisa que cresça muito, num curto espaço de tempo.

Qualquer elemento Yin não pode ser assim considerado só por crescer muito e rápido. Mas na verdade, o tamanho relaciona-se com a força Yin; de qualquer forma esta é apenas uma das suas qualidades. Yin é, como já referimos, a força que causa expansão. As drogas, por exemplo, têm tendência a expandir-nos de diversas formas, psicológica e mentalmente. O Álcool produz o mesmo efeito. Por outras palavras, o Yin dissipa. Os elementos que consumimos, que produzem um estado de calma e de leveza, são Yin.

É necessária uma força forte e vigorante (Yang) para criar um balanço com a grande força de expansão Yin (drogas, álcool, açúcar, etc). É devido à dificuldade de manter este equilíbrio que surgem as doenças.
Basicamente, a força Yin, de expansão, é contrária à força Yang, de contracção. A força Yin tem tendência a expandir-se sempre que a força Yang se contrai e vice-versa.

Yang é a força que faz com que os elementos se contraiam e que sejam densos e pesados. Não estende os elementos em direcção ao espaço, pelo contrário, provoca nos elementos um estado de contracção, até ao seu potencial. Sempre que a força dominante for Yang os elementos vão ter tendência para a contracção. Quando a força fica exausta, o elemento expande, desde que não haja nenhuma força que contrarie essa expansão.
Por exemplo, o sal é Yang. Os pickles de vegetais em sal são um processo Yang, que faz com que os vegetais se contraiam. Desde que haja sal nos vegetais, estes vão ter sempre tendência para libertar a água e contrair. Se for utilizado pouco sal no pickle, os vegetais vão ter tendência a apodrecer. A qualidade Yang do sal preserva os vegetais. Quanto mais durar o processo do pickle, mais Yang ficam. O tempo e o sal, o calor e a pressão, são forças Yang muito fortes.

As frutas, normalmente, não são dominadas pela força Yang. As raízes, por outro lado são dominadas por essa força. O famoso ginseng é um exemplo de uma raiz muito Yang. Algumas raízes são mais Yang do que outras. Normalmente quanto mais pequena a raiz, mais Yang é. Mas não se pode generalizar. Algumas raízes são grandes mas, porque crescem em ambientes montanhosos frios (yin), por um longo período de tempo, tornam-se Yang.A força Yang não acalma, ao contrário da força Yin. O sal, o molho de soja, o ginseng, etc são exemplos de alimentos que nos despertam (yang). De qualquer forma não podem ser utilizados em grandes quantidades, já que em excesso provocam o resultado oposto.

Agora podemos entender as verdadeiras diferenças entre Yin e Yang. Yin tem tendência de expansão e Yang tem tendência de contracção. Devemos perceber que todos nós necessitamos de um equilíbrio destas duas forças.

 Yin Yang

Já referimos que a força Yang tem tendência a actividade e que a força Yin tem tendência à passividade. Este princípio é facilmente percebido através da comparação entre o calor e actividade do sol, em oposição ao frio e passividade da lua. O sol provoca o calor de verão Yang, e a lua provoca o frio de Inverno Yin. A actividade e relação entre o YY pode ser demonstrada de milhares de maneiras. Por exemplo, há muito mais actividade no verão do que no Inverno. No Inverno até podemos dizer que não há actividade nenhuma. Existe actividade, mas é mais subtil do que aquela que surge em dias quentes. Num dia quente o ar é revigorante, as frutas crescem, as pessoas enchem as ruas e as praias. Quando chegam os dias frios, temos tendência a ser mais caseiros e as ruas tornam-se silenciosas.A energia é Yang. Quando a água ferve, o calor Yang cria um movimento dinâmico, uma completa transformação na estrutura das moléculas e dos seus elementos; A inércia é Yin, e caracteriza-se pela ausência de actividade.

As frutas que crescem num clima quente, são mais ou menos Yin. As plantas e raízes que crescem em climas frios são Yang. Esta relação recíproca entre elementos YY pode ser demonstrado da seguinte forma: O cacto cresce num clima quente em terra seca, mesmo assim armazena uma grande quantidade de água. Conseguimos verificar agora o porquê de um clima quente Yang, produzir frutas sumarentas Yin, como as laranjas, as papaias, as maçãs, etc. Pelo contrário, um clima frio produz frutas mais pequenas, ou não produz frutas nenhumas. Esta é a razão pelo qual, a maior parte das plantas morre no Inverno. A actividade começa com a chegada dos dias quentes, sobre a influência do calor Yang.

A relação YY afecta directamente o homem. Quando está frio, o homem faz uma fogueira para se aquecer. Quando está quente, procura água para se refrescar. Esta mudança entre YY pode afectar-nos, se não tomarmos medidas para nos ambientarmos a estas transformações. Esta é a razão pelo qual o homem tem de mudar de dieta sempre que muda de clima.
Tudo o que comemos afecta-nos de determinada forma. Da mesma maneira que o clima nos afecta, também a comida produz reacções, seja ela líquida, picante ou ácida. É como se tivéssemos a natureza dentro de nós, produzindo sensações de frio e calor.

Algumas comidas produzem mais sede do que outras. O sal, Yang, é um exemplo. Uma refeição é equilibrada quando se utiliza sal e óleo como ingredientes. Se preparamos uma salada só com óleo, não vamos sentir o contraste do sal que equilibra e dá gosto ao prato.O bom cozinheiro sabe que o Yin não é tão delicioso sem a ajuda do Yang. Quando usado na medida certa, o sal ajuda a criar o sabor ideal. Uma batata sem sal não sabe a batata. Um elemento contrário é sempre necessário para tornar algo especial.

Já vimos que existe uma atracção muito grande entre YY. Temos tendência a beber mais líquidos sempre que comemos comida salgada. O consumo excessivo de líquidos provoca a perda de sal no nosso corpo, provocando um forte desejo de consumir sal.Esta atracção entre o YY pode ser controlada, dependendo da experiência do indivíduo. O homem sábio que entende esta relação tem o dever de não deixar os seus desejos controlarem a sua sabedoria. Só um tolo é que se deixa governar pelas atracções inesperadas que produz em si. Quando tem fome, come até ficar cheio, quando tem sede bebe até satisfazer a sede.
Aprendemos que o homem livre é aquele que aceita estas duas forças, como uma expressão de lei natural, desta forma não controla nem é controlado por elas. 

Texto ‘The Rice Experience’ baseado em ‘Healing ourselves’ de Naboru Muramoto
Imagem ‘The Rice Experience’

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Written by thericeexperience

Maio 6, 2010 às 11:51 pm

Publicado em Consciencia, Filosofia

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