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O Açucar Provoca Efeitos Devastadores No Organismo
Somos ou não responsáveis pelos nossos actos? Será a alimentação um factor importante? O livro de Barbara Reed Stitt “Food & Behaviour” relata a sua experiencia, enquanto responsável pela supervisão de criminosos, no tribunal municipal de Ohio durante 20 anos. Estudou cuidadosamente a relação entre a dieta e o comportamento, levando-nos a crer que muito podia ser feito nos estabelecimentos prisionais, ao nível da nutrição.
No começo do século, o consumo médio de açúcar branco por pessoa/ano era de 2 kilos, em contraste com os 60 kilos de consumo médio anual, que se verificam hoje em dia.
Custa-me a acreditar neste dado estatístico. A pessoas não imaginam como podem comer 50/100/150 kilos de açúcar ano. É frequente perguntar, “Como é possível, se consumo apenas 4 colheres de chá por dia?”. Mas a verdade é que, apenas uma pequena percentagem vem do açucareiro. 80% de comidas processadas. Nas últimas décadas, a industria alimentar tem aumentado a quantidade de açúcar utilizada, promovendo um consumo excessivo e indiscriminado. Nos cereais do pequeno-almoço, 60 % do seu peso é açúcar; ½ L de Coca-Cola tem 12 colheres de chá de açúcar; 30% do ketchup é açúcar; 30% do Fast Food é açúcar. Sem contar com os medicamentos que chegam a conter 70% de açúcar. Desta forma não é difícil perceber porque consumimos tanto açúcar.
Devido ao consumo excessivo de açúcar, os níveis de glicose sofrem desequilíbrios extremos, tanto por excesso como por ausência. O pâncreas liberta insulina em excesso para baixar esses níveis. Estas diferenças assustadoras de glicose resultam em hipo glicemia. Não admira que 50% dos americanos sofram desta doença.
Baixos níveis de glicose provocam a desnutrição das células, levando a um sentimento de fraqueza geral. Mas as células do cérebro encontram-se especialmente desnutridas. Assim que os níveis de açucares baixam, o cerebelo – área do cérebro responsável pelo pensamento; aprendizagem; e pelo comportamento social – cessa gradualmente, desviando a energia que resta para o tronco cerebral, que controla os nossos comportamentos mais primitivos como: vontade de comer; desejo sexual; instintos de agressividade/defesa, funções básicas do corpo.
A dificuldade do cérebro em se nutrir, em estados de hipo glicemia, pode levar a comportamentos estranhos do indivíduo como: tremores; irritabilidade; confusão; neurose; psicose; esquizofrenia; depressão; ataques de pânico, etc. Sintomas mais do que presentes nas sociedades modernas.
A relação existente entre a hipoglicemia e doenças mentais, ajuda a perceber a relação existente entre o crime e a dieta. Muitos dos oficiais que supervisionam criminosos, relatam historias que provam esta inter-relação, visto que os actos praticados, normalmente estão longe do normal comportamento humano, que revelam falta de percepção da realidade.
Os problemas do foro psicológico têm uma relação directa com o consumo de açúcar. A julgar pelo seu consumo, não admira que as doenças mentais afectem mais de metade dos portugueses. Quanto maior o consumo de açúcar, maior o consumo de ansiolíticos e derivados. Quem ganha com este estado de apatia? A Industria Farmacêutica.
Baseado no livro de Barbara Reed Stitt “Food and Behaviour”
Pensamos Em Alimentação Saudável, Praticamos Alimentação Sensorial
Observar os efeitos dos alimentos consumidos é uma experiência única.
Ao ingerir alimentos Yin em grandes quantidades (frutas, líquidos, lacticínios, mel, vegetais menos aconselháveis, drogas, medicamentos, açúcar, etc), observamos uma expansão na nossa imaginação. Fazemos planos inexecutáveis, incidindo na patética masturbação mental. A cabeça fica muito leve, cérebro mole, opiniões sem peso, preguiça, fragmentação de pensamento, apatia, alienação, lentidão, reflexo lógico, relaxamento, displicência e entorpecimento geral.
Alimentos muito pesados ocasionam uma digestão lenta, concentrando uma grande quantidade de sangue no aparelho digestivo, de modo que diminui a oxigenação cerebral, provocando um raciocínio mais lento e conservador com tendência a se arrastar no passado. O pensamento muito pesado distancia-se do corpo físico, carecendo de leveza e agilidade para acompanhar a velocidade dos acontecimentos. As pessoas muito Yang, revelam um certo ar de superioridade, orgulho e auto importância, olhando à sua volta de alto para baixo.
O consumo desequilibrado de Yin Yang, ocasiona uma combinação das duas tendências.
A milenar medicina oriental já conhecia a relação existente entre a condição do fígado e vesícula biliar e o estado de humor da pessoa. Se estes órgãos estiverem sobrecarregados manifestam-se a ira, irritação, ansiedade e impaciência. Caso contrário, manifestam-se a paciência e a perseverança. Dizia-se que uma pessoa com mau humor tinha “maus fígados”. A condição dos rins e da bexiga está directamente ligada ao medo, insegurança, hipersensibilidade, depressão, e preocupação excessiva. A ingestão de muitos líquidos, sal e açúcar sobrecarregam o funcionamento destes órgãos provocando este tipo de emoções.
As frutas acentuam o sentimentalismo e a preguiça, por isso não é surpreendente encontrar essas características principalmente nas áreas tropicais.
Quando consumimos lacticínios, estamo-nos a refugiar na infância, procurando o alimento que associamos às épocas mais felizes e aconchegantes das nossas vidas. Comendo como fazíamos quando éramos crianças, intuitivamente, regredimos nas supostas fases de evolução do desenvolvimento humano
Os alimentos de origem animal, provocam maior estímulo sensitivo e sensorial, levando os consumidores a viverem no passado, no materialismo, no egocentrismo. Por outro lado, o açúcar é um dos maiores causadores de depressão e pessimismo. O pico de energia de pouca duração que proporciona, provoca uma expansão do pensamento, fazendo com que as acções não consigam acompanhar o raciocínio, surgindo uma desconexão entre a teoria e a prática. A excitação eufórica reflecte uma condição doentia do coração e intestino delgado.
Uma alimentação mais neutra proporciona-nos uma maior capacidade de adaptação, física e mental a qualquer circunstância. O alimento do pensamento é Yin e o alimento da actividade é Yang. Juntos na devida proporção, formam uma dieta equilibrada, tendo como base os cereais integrais, as raízes, vegetais de folha verde, algas e leguminosas, poucos fritos e pouco peixe.
Estamos a viver um momento histórico da mais fundamental importância. A nossa postura, atitude e alimentação, influencia o destino, família, comunidade, cidade, país. A capacidade de auto-liderança não existe. Estamos bloqueados e descontrolados.