THE RICE EXPERIENCE

let food be the medicine

Os Ensinamentos de George Ohsawa

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A Macrobiótica não é uma medicina empírica desenvolvida por curiosos, nem tão pouco uma ciência mística que cura os sintomas das doenças. É sim, uma concepção dialéctica de como funciona o universo, que chamamos de Princípio Único, que nos ensina o caminho para a liberdade total e completa através da saúde.

A Macrobiótica é a arte de comer e beber com o objectivo de curar qualquer doença, seja ela passageira, crónica ou incurável. É o caminho para o desenvolvimento da inteligência e julgamento, com o objectivo de sentir que nascemos no centro da felicidade eterna.

Se uma pessoa não está feliz, significa que violou – consciente ou inconscientemente – as leis da natureza e a ordem do universo. Podemos compreender a doença e a infelicidade como os nossos guias – alarmes, sinais, e avisos – enviados para nos mostrar os nossos erros e o caminho de volta ao equilíbrio desequilibrado.

A medicina procura fórmulas e comprimidos que têm um efeito directo sobre os sintomas. De todas as terapias, acaba por ser a mais arcaica, mais utilizada, mais destrutiva de todas. Se suprimimos um alarme, um sinal de erro, ignorância, egoísmo, maus hábitos, como será possível termos paz, felicidade e vontade de viver?

Confrontado com a doença e a infelicidade, a consciência do homem moderno é hostil e sofredora. Quer destruir a doença com violência. Ao contrário de um macrobiótico, que a considera sua responsabilidade, perguntando o que fez para ficar doente. A causa da doença precisa de ser encontrada no comportamento da pessoa doente. Toda a felicidade e infelicidade resulta das nossas acções, que são guiadas pela nossa compreensão e julgamento. Esta é a razão pela qual, não devemos nunca atacar os sintomas. A origem da doença é a raiz do problema.

A Macrobiótica é uma filosofia educativa mais do que uma medicina curativa. Ensina-nos a aceitar a responsabilidade das nossas acções – a escolha da nossa comida e as possíveis consequências, resultado das nossas escolhas. A doença é uma prova da violação da ordem do universo. Cada indivíduo é responsável e criador da sua doença, simultaneamente, a sua vítima.

“Macro” significa grande, “biótica” significa vida. É a visão da vida, na verdadeira acepção da palavra.

A Macrobiótica é dirigida aos descontentes. Os que se sentem oprimidos pela vida, contra aqueles que lucram e exploram os mais fracos, económica, física e intelectualmente. É também dirigida aos verdadeiros génios que não se assumem como tal. Existem muitas pessoas que não cabem nestas categorias, porque são demasiado ricos, poderosos, inteligentes ou espirituais, os que naturalmente, são escravos dos bens materiais ou espirituais.

Texto  baseado no livro ‘7 Diet’, de Françoise Riviere 

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Junho 1, 2010 at 10:54 am

Princípios Da Alimentação Macrobiótica

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1 – Não comer comida industrializada, especialmente a que foi processada artificialmente ou importada de sítios longínquos. O mercado alimentar que proporciona todos os produtos perto de casa viola a ordem do universo e consequentemente a nossa saúde. Não comer fruta, pelo menos durante uns meses, Oshawa falava numa maçã por mês. Os orientais defendem a ideia de que todos os alimentos que têm uma energia em direcção à terra, isto é, que caem em direcção à terra, proporcionam uma vida acidentada e cheia de problemas a quem os come.

2 – Não usar açúcar branco ou qualquer outro tipo de hidratos de carbono simples, sejam eles açúcares castanhos, amarelos, verdes ou encarnados. Eliminar todas as bebidas e comidas açúcaradas. Esquecer melaços, edulcorantes e tudo o que acaba em ose. Sejam exigentes, informem-se sobre o açúcar, deixo aqui algumas pistas: papel da OMS nos jogos de poder; “o livro negro do açúcar” está disponível em PDF na internet, mais uma serie de sites que explicam bem os seus malefícios e que o relacionam como um dos principais responsáveis da degeneração da espécie humana.

3 – Consumir a quantidade de água necessária à nossa existência. O nosso corpo contem 75% de água, mas normalmente contem mais 10%. É indispensável eliminar estes 10%.

4 – Evitar ao máximo o consumo de animais e produtos lácteos. Não existem razões que justifiquem que o homem consuma o leite de um animal biológica e intelectualmente inferior. Como é possível sermos o único mamífero que ingere leite após a idade adulta!?

5 – A nossa alimentação devia ser de 60% a 70% de cereais e 20% a 25% de vegetais preparados macrobioticamente.

6 – Usar óleo não refinado de pressão a frio, de preferência óleo de sésamo, mais yang do que o azeite, que é proveniente de um fruto mais Yin.

7 – Mastigar a comida. De certeza que todas as pessoas se lembram que, quando éramos crianças, a primeira coisa que aprendíamos era a mastigar os alimentos. Hoje em dia vivemos na era dos preguiçosos, que até para mastigar têm medo de se cansar. A refeição não é mais de que uma corrida em direcção ao prémio do mais rápido. Pensando bem, nunca vi ninguém ganhar nada, além de uma indisposição.

Os alimentos devem ser mastigados ferozmente pelo menos 60 vezes. Sem esta transformação fisiológica da comida, é difícil entender a filosofia e o lado técnico da Macrobiótica.

800 calorias são suficientes para a maioria das pessoas. Hoje em dia consome-se bastante mais de 2000 com repercussões sérias ao nível de saúde e bem-estar. Nenhuma pessoa fica doente por comer pouco e respeitando os princípios em cima descritos. A maior parte das pessoas alimentam-se de uma forma desequilibrada, forçando o organismo a atingir os seus limites, até adoecer. As refeições são actos de promoção de vida, não de morte, são actos preciosos e sagrados. Toda a comida deve ser ingerida conscientemente, com reconhecimento e gratidão. Comer sem mastigar é passar ao lado da magnífica experiencia que é a alimentação. Comer alimentos mastigados ou moles é passar ao lado da promoção do sabor por parte das papilas gustativas. Façam uma experiencia para ver se o alimento é realmente bom, mastiguem uma porção mais de 150 vezes, se o sabor for gradualmente aumentando, é porque o alimento é divino, se for gradualmente diminuindo é porque não é bom para a saúde.

98% dos alimentos consumidos têm sabores instantâneos divinos, mas ao serem bem mastigados tornam-se enjoativos.

Texto  baseado no livro ‘7 Diet’, de Françoise Riviere 

 

Written by thericeexperience

Maio 25, 2010 at 8:52 am

Publicado em Filosofia

Documentário Fast Food Junkies Go Native in Hunza

with one comment

Povo de Hunza, já ouviste falar? Possivelmente não, eu conheci-o hoje. Parece que é dos povos mais saudáveis do planeta, cuja esperança média de vida ultrapassa os 100 anos. Não têm diabetes, asma, problemas de coração, artrites nem cancro, aliás, praticamente não sofrem de problemas de saúde. A sua alimentação é à base de cereais integrais, frutas, verduras e castanhas, alimentos frescos e orgânicos cozinhados de forma tradicional, numa fogueira.

O Hunza é um pequeno país situado a norte do Paquistão, encravado no sopé dos Himalaias, com vista sobre montanhas cobertas de neve, onde não existem hospitais, médicos, psiquiatras, farmácias, supermercados, restaurantes, carros, televisão, etc. Parece que aqui a civilização ainda não chegou, mas no que respeita a comida, saúde e bem estar, em Hunza vive-se certamente de forma muito mais ‘evoluida’ do que na dita sociedade desenvolvida.

O povo é auto-suficiente,  desenvolvendo uma aptidão clara de espirito de comunidade onde todos percebem de tudo, ao contrário da especialização obsessiva no qual somos obrigados a viver desde pequenos. Cada vez percebemos mais de uma área de conhecimento, em vez de nos globalizarmos como pertencentes a todas as áreas.

Este documentário selecciona 4 candidatos com problemas de saúde, habitantes citadinos com hábitos alimentares terríveis, a viver com este simples povo durante 1 mês, a comer sua comida, a conviver e a trabalhar. O resultado de quem lhes veda o consumo de comidas artificiais está à vista. Ficamos a pensar nas ressacas típicas de drogados, que em nada têm de diferente das ressacas das comidas artificiais. The Rice Experience considera este dcumentário a não perder.

VER DOCUMENTÁRIO  

Texto ‘The Rice Experience’

Written by thericeexperience

Maio 20, 2010 at 9:20 am

Destruição Da Camada De Ozono

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A dieta Moderna, que tem por base o consumo excessivo de proteínas animais, obriga a que o planeta destrua florestas para fazer campos de criação de animais. As fezes desses animais libertam metano, responsável pela destruição da camada de ozono. Esta estratégia da destruição da terra está em curso à bastante tempo, havendo estratégias bem mais construtivas e de aplicação prática capazes da compensar o impacto do homem na terra. Se nos campos onde se produz gado fossem cultivados cereais integrais, a capacidade de gerar alimentos era muito maior e a destruição dos recursos do planeta menor. Desta forma, conseguiríamos mais alimentos a mais baixo custo, para mais pessoas.

Não temos noção da quantidade de água necessária para criar um bovino que alimenta meia dúzia de pessoas em relação ao cultivo de cereais que alimenta dez vezes mais, com menos quantidade de água. Se pensarmos nos milhões de animais que existem na terra, facilmente percebemos que temos uma grande responsabilidade quando vamos ao supermercado, só para comprar comida. Hoje em dia votamos com as nossas pequenas escolhas do dia a dia.

Gastamos 78 calorias de combustíveis fósseis para produzir uma caloria de bife. São necessárias 2 calorias de combustíveis fósseis para produzir 1 caloria de soja.

O aquecimento global é um problema de todos nós e de certeza que não foi em Copenhaga que se decidiu algo que adie o inevitável.

O planeta está protegido pela camada de ozono que se encontra no limite exterior da atmosfera e que funciona como um filtro para os raios solares protegendo o planeta terra.

Os raios solares são constituídos por raios ultravioletas yin e raios infravermelhos yang. O ozono é um gás muito yin constituído por 3 átomos de oxigénio. Duas forças iguais repelem-se, assim, a camada de Ozono yin repele os raios Ultravioleta yin, mas atrai os raios infravermelhos yang, deixando-os passar em direcção à terra. Os raios infravermelhos, são responsáveis por bronzearem a nossa pele. A dieta moderna e o estilo de vida actual estão a abrir buracos na camada de ozono.

Segundo a Newsweek, o problema está tão próximo do nosso ar condicionado, como do restaurante de fast food que temos aos nossos pés. Os dois libertam CFCs para a atmosfera. Estes químicos, depois de libertados, flutuam em direcção ao céu. Após percorrerem uma distância de 22,5 km encontram a camada de ozono, que tem 3 mm de espessura e protege a terra das radiações ultravioleta. O contacto promove a destruição desta camada.

Os raios ultravioletas enfraquecem e destroem o nosso sistema imunitário, dai a relação deste com o cancro. As células que entram em acção, quando o nosso sistema é atacado, são mais yang e especialmente vulneráveis. Ao mesmo tempo, os raios ultravioleta aceleram a produção de células mais yin que prejudicam o bom funcionamento do sistema e dificultam a sua capacidade de resposta. A destruição da camada de ozono, tornando o sistema imunitário frágil, aumenta risco de Cancro e Leucemia, especialmente se o individuo seguir a Dieta Moderna, que acelera mais este processo.

Se a dieta for baseada no elevado consumo de proteína animal, através de técnicas como grelhados, gratinados, fritos, etc., a temperatura do nosso corpo aumenta, tornando-nos menos toleráveis a temperaturas elevadas. Desta forma, para tentar compensar este desequilíbrio, aumentamos o consumo de ar condicionado, comidas frias, refrigerantes, açúcares, etc. Estamos constantemente a viver nos extremos da balança, incapazes de levar a vida de uma forma calma e sustentável. Se não houver sustentabilidade nas nossas casas ao nível das nossas escolhas alimentares, não haverá nas nossas relações, no nosso trabalho, na nossa vida familiar. Tudo parece complicado.

Texto ‘The Rice Experience’, baseado no livro ‘Contemporary Macrobiotics’ de Edward Esko

Imagem ‘The Rice Experience’

Written by thericeexperience

Maio 18, 2010 at 8:09 am

Publicado em Curiosidades, Ecologia

Casos De Radiação Tratados Com Alimentação Natural

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RADIAÇÃO – RÚSSIA

Uma delegação do Instituto do mestre japonês Michio Kushi visitou a Rússia, com o intuito de trabalhar directamente com a União Chernobyl, organização envolvida em ajudar as vítimas do acidente nuclear. 

Os doutores e cientistas associados a esta organização mostraram-se bastante interessados nos potenciais da macrobiótica em reduzir os efeitos da radiação nas pessoas. Existem muitos estudos que provam que o miso e as algas ajudam o corpo a libertar as partículas radioactivas. Facto interessante aconteceu na altura do acidente em 1986, quando os stocks de miso e algas esgotou em praticamente todas as lojas de produtos naturais na Europa. Penso que as pessoas estavam bastante bem informadas da capacidade destes produtos. Ao seguir uma alimentação natural equilibrada, minimizamos o efeito das toxinas do meio ambiente. Quando a nossa ecologia interna está equilibrada, a nossa capacidade de lidar com o stress do ambiente, aumenta. 

Desde 1950, as fabricas de armamento soviético despejam o lixo no lago Karachay em chelyabinsk, uma cidade industrial, 1.670km a este de Moscovo. Muitos dos habitantes começaram a apresentar sintomas de cancro por radiação. Em 1985 Lidia Yamchuck e Hanif Sharimardanov, médicos em chelyabinsk, mudaram os tratamentos de doentes que sofriam problemas de exposição à radiação, Leucemia, linfoma, etc. Incorporaram a sopa de miso na dieta dos pacientes, “o miso tem ajudado alguns dos nossos pacientes, com cancro terminal, a sobreviver. O sangue melhorou a partir do momento em começaram a consumir sopa de miso”.

 RADIAÇÃO – JAPÃO 

Na altura do primeiro lançamento da bomba atómica, em Agosto de 1945, dois hospitais sobreviveram por pouco à destruição total, a cerca de 2km de Nagasaki. Os ciêntistas americanos declararam a zona inabitável por 75 anos. Numa universidade hospital, 3000 pacientes sofreram de leucemia e queimaduras radioactivas. A dieta seguida neste hospital, tinha por base, açúcares, arroz branco e produtos derivados de farinha branca.

Outro hospital, St. Francis Hospital, era gerido pelo médico Shinishiro Akizuki. Este hospital situava-se ainda mais perto do epicentro da explosão e nenhum paciente ou trabalhador sofreu de doenças relacionadas com radiação. Doutor Akizuki alimentou os seus doentes e trabalhadores a arroz integral, sopa de miso, vegetais e algas, todos os dias. A igreja católica e os habitantes de Nagasaki apelidaram o acontecimento de milagre. Entretanto, o doutor Akizuki e os seus trabalhadores ignoraram os avisos americanos e continuaram a visitar a cidade de Nagasaki de sandálias, com o objectivo de prestar auxilio aos necessitados.

 Texto ‘The Rice Experience’

Written by thericeexperience

Maio 16, 2010 at 12:07 am

Publicado em Doenças, Ecologia, Tratamentos

A Alimentação Natural Cura Animais De Estimação

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A saúde dos nossos animais de estimação depende, tal como a nossa, daquilo que assimilam, nomeadamente, daquilo que comem. A qualidade e quantidade dos alimentos é extremamente importante para que os animais se mantenham saudáveis. Pensamos que, ao comprar as melhores rações que encontramos nas lojas de animais, estamos a fazer o melhor pelos nossos  animais de companhia, mas se pararmos para pensar, não deixamos de questionar este pressuposto. Não é estranho que, cada vez mais, os animais sofram doenças iguais às nossas?  E mais estranho ainda, que sejam tratados e medicados tal como nós ou com medicamentos e processos ainda mais violentos?

Na natureza, quando um animal fica doente, faz jejum, que não é mais do que uma resposta instintiva ao estado em que se encontra. O jejum permite que o organismo invista todas as suas energias no combate à doença, uma vez que não tem que a dispender no processo digestivo. Além disso, se o organismo estiver mais fraco, a doença manifesta-se com menos intensidade, e o organismo tem maiores probabilidades de conseguir combatê-la e eliminá-la.

Ainda, na natureza, os animais não sofrem a quantidade e variedade de doenças que os animais de estimação sofrem. E certamente não procuram um veterinário sempre que ficam doentes. Eles agem instintivamente para dar resposta às necessidades biológicas que o seu organismo lhes pede, através do jejum, purgas e da escolha de alimentos adequados.

Assim como há alternativas aos hábitos alimentares que percebemos não serem benéficos para a nossa saúde, também há alternativas às rações vendidas nas lojas de animais e às carnes, vegetais e cereais produzidos sem qualquer relação com a ordem natural do universo.

O Princípio Unificador encara a realidade de um ponto de vista holístico e sistémico, acreditando que tudo funciona numa relação de interdependência. Prevê que tudo o que tem uma frente, tem um dorso, e percebe que uma alimentação desequilibrada dá origem a um organismo desequilibrado, proporcionando o aparecimento de doenças.

Todos os estados são transitórios, e o equilíbrio é a tendência natural das coisas, da natureza, do universo. O chamado instinto não é mais do que a manifestação natural do princípio homeostático que caracteriza os animais (a natureza, os sistemas), razão pela qual, na natureza, o médico e o veterinário estão dentro de cada ser vivo, de cada um de nós (e não são a grande instituição da actualidade).

 

Segue um caso prático, que corrobora as ideias aqui expostas.

Conhecemos uma gata que, em 2008 foi submetida a três operações – mastectomias, por lhe ter sido diagnosticado um cancro na cadeia mamária. Tratando-se de operações com remoção de grandes quantidades de tecido mamário, são extremamente violentas para o animal, além de ser prescrita uma ‘boa’ dose de medicamentos (antibiótico, anti-inflamatório e analgésico), sem dúvida fundamentais para a recuperação do animal, mas que, a longo prazo, debilitam profundamente o seu sistema imunitário e a sua condição geral de saúde. A doença e a sequência de três operações com esta violência deixaram-na enfraquecida, sem energia nem disponibilidade para brincar ou estar com pessoas, nem mesmo os donos, envelhecida, com uma crescente quantidade de pelos brancos no focinho e corpo, e com os músculos cada vez mais atrofiados. Os donos, não contentes com a condição da gata, procuraram saber a relação entre a alimentação e a doença nos animais, nomeadamente o cancro. Encontraram informação muito interessante e mudaram radicalmente a forma de alimentar a gata. Os resultados foram incríveis! Sussintamente, a gata, hoje com 15 anos de idade, voltou a brincar e a correr, ganhou de novo vontade em estar com os donos, perdeu os pelos brancos, e adora a sua alimentação nova.

Antes, a gata era alimentada com rações secas e húmidas de veterinário, e a mudança ocorreu a partir do momento em que passou a comer cereais integrais, vegetais e carne biológica, numa proporção adequada à espécie e doença.

As autoras a partir das quais os donos aprenderam a tratar a gata através da alimentação chamam-se Anitra Frazier e Norma Eckroate. Publicaram o livro ‘The Natural Cat: The Comprehensive Guide to Optimum Care’, onde podemos aprender acerca das características e hábitos dos gatos,  qual a sua alimentação ideal, como curar todo o tipo de problemas e doenças, etc. Muita informação está disponível on-line.

A saúde a felicidade dos animais de estimação é da inteira responsabilidade dos seus donos.  Se não houver uma mudança na forma como são alimentados, vão sofrer todo o tipo de doenças derivadas da comida de má qualidade que é vendida como comida ideal. Cabe-nos a nós fazer a diferença!

Texto ‘The Rice Experience’

Written by thericeexperience

Maio 11, 2010 at 10:25 am

Publicado em Doenças

Documentário Food Inc.

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De tempos a tempos vale a pena ver um documentário como este, que denuncia o actual funcionamento da industria alimentar, onde questões basicas de ordem ética mais parecem ter sido esquecidas em nome do lucro. Com tanta informação dos media a explorar a desgraça alheia, ao ponto de dedicarem noticiários na sua totalidade à crise económica, ao PEC, às obras públicas, aos partidos políticos, aos casos de corrupção, etc., vale a pena desligarmos a televisão e sermos nós a escolher quando é que nos sentimos capacitados e disponíveis para ver aquilo que normalmente não queremos ver, mas vemos. Este filme, de Robert Kenner, mostra realmente o que se passa nas nossas costas. Talvez seja um bom ponto de partida para conhecermos a dura realidade alimentar, que não vai passar de certeza na televisão, pelas ligações estranhas que antigos políticos têm, por esse mundo fora, com farmaceuticas, meios de comunicação e industria alimentar. Cada vez mais pagamos duas vezes para ficarmos doentes, a primeira, com os alimentos que compramos, a segunda, com as idas ao médico e uma óbvia e consequente compra de medicamentos, pelas mãos do famoso e milagroso papel chamado receita, que nos liberta de todo o sofrimento. É obvio que alguma coisa está mal, cabe a cada um de nós procurar as suas respostas.  O significado de palavras como kevin´s law, e-coli, FDA, Monsanto, etc., dependem da nossa falta de tempo, será que temos mesmo falta de tempo para o conhecimento?

“You can vote to change the system, three times a day”

IMDB             TRAILER           TORRENT 

Texto ‘The Rice Experience’

Imagem ‘Food Inc’

Written by thericeexperience

Maio 10, 2010 at 11:14 am

Publicado em Documentários

A Causa Das Doenças

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Hoje em dia, temos tendência para pensar que a doença é causada externamente por bactérias, vírus, químicos, etc. Na verdade isto é uma pequena parte da resposta. Enquanto algumas bactérias podem fazer com que algumas pessoas adoeçam, a mesma bactéria pode não causar nenhum efeito noutras pessoas.

É importante perceber que a fonte da doença tem dois lados. A causa do doença está dentro e fora do corpo. Na verdade, a causa mais importante acaba por ser a condição física da pessoa, que é o factor mais importante para a nossa saúde. A causa da doença inclui fraqueza física, por se comer e beber em demasia, demasiado sexo, excesso de trabalho e desequilibrio emocional devido à constante má disposição, preocupação, medo ou mesmo boa disposição excessiva.

Mesmo sofrendo influência destes factores, a medicina oriental costuma atribuir como principal causa da doença, uma dieta desequilibrada. É a comida que constrói o nosso corpo. A constituição física básica e a nossa condição física presente é determinada pela comida que ingerimos. Num nível mais simples, os que estão doentes por estarem demasiado Yang devem comer alimentos mais Yin, durante um certo período de tempo, enquanto aqueles que estão demasiado Yin devem-se alimentar com alimentos mais Yang, durante um certo período de tempo. A melhor forma de prevenção da doença é fazer uma dieta equilibrada, com boa comida e moderação.

Texto ‘The Rice Experience’, baseado em ‘Healing ourselves’ de Naboru Muramoto
 

Written by thericeexperience

Maio 9, 2010 at 12:59 pm

Publicado em Consciencia, Doenças, Filosofia

Asma – Doença Crónica

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A asma tem duas categorias. Uma é extrínseca e pensa-se que seja causada por elementos ambientais como o pólen, penas, pó, insecticidas, fungos, etc. A outra é intrínseca e é causada por uma infecção do sistema respiratório. Durante um ataque de asma, o asmático sente uma pressão na garganta e peito e ao mesmo tempo sente-se sufocado. É difícil respirar, especialmente expirar e as tentativas falhadas de respirar podem levar ao pânico. As veias do pescoço ficam salientes, é normal suar e ficar com a face bastante rosada ou pálida. Os ataques surgem normalmente à noite (a hora do pulmão dá-se entre as 3 e as 5 da manhã) ou ao amanhecer e podem durar minutos ou horas. Com o aparecimento dos ataques, o doente tosse bastante e produz um muco espesso. Pode acontecer a tosse e o ataque pararem. De qualquer forma se o muco não conseguir passar na garganta, podem ocorrer espasmos e convulsões. Sem nenhum tratamento alguns ataques podem ser fatais.
De acordo com o entendimento da macrobiótica, a principal causa da asma é o excesso de consumo de alimentos yin e a falta de sódio (yang) nos fluidos corporais. Devido ao excessivo consumo de alimentos doces e fruta (yin), as membranas da garganta expandem-se. Neste caso, o muco não consegue sair facilmente originando ataques. Se a membrana não estiver expandida, o muco sai e o ataque é menos forte. O muco é sinal de um consumo exagerado de proteína, especialmente animal. Desta forma, os doentes de asma devem evitar o consumo de proteínas animais no general e lacticínios em particular.

Os rins detectam os níveis de sódio dos fluidos corporais. Rins fracos podem levar ao aparecimento de asma. Ao eliminarem elementos ácidos do corpo, os rins ajudam a prevenir a formação de muco. Uma quantidade equilibrada de sódio no corpo ajuda ao funcionamento dos rins.

Os doentes asmáticos crónicos que recorrem a medicamentos para manter a doença controlada podem, se seguirem uma dieta macrobiótica ajustada, ter uma vida perfeitamente normal sem recurso a fármacos. Além da dieta, para que os resultados sejam mais efectivos e tenham um efeito mais rápido, devem procurar formas de terapia complementar, como por exemplo tratamentos naturais que não desrespeitem o equilíbrio conferido pela dieta, realizar exercícios respiratórios específicos e praticar exercício físico adequado, com regularidade.

Texto ‘The Rice Experience’, baseado em ‘Healing from head to toe’, de Herman  and Cornelia Aihara

Imagem ‘The Rice Experience’

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Maio 8, 2010 at 11:14 am

Publicado em Doenças

Leite (Não) É Juventude

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leite1O consumo de leite de animais pelos ocidentais é um hábito estabelecido desde a antiguidade, que surge descrito no velho e no novo testamento. Porem, não se encontra qualquer referência à utilização do leite de animais para alimentar crianças. John H. Tobe defende que esse consumo simplesmente não existiu na altura em que foi escrita a bíblia. Assume que ficou chocado quando descobriu que um homem chamado Underwood foi o primeiro a alimentar crianças com leite de vaca, em 1793.

Uma vez que no ocidente o solo não era ideal para a agricultura, os povos nómadas desta região do globo foram obrigados a manter-se em constante movimento. Para subsistirem, desenvolveram a produção de leite e carne, visto que a agricultura exige que sejam respeitados ciclos naturais e permanência num espaço geográfico fértil.

Os países do oriente nunca viram o leite como um alimento principal e cedo se habituaram a cultivar os seus grãos e vegetais, aproveitando a riqueza dos solos e as chuvas abundantes.

O uso do leite e lacticínios desenvolveu-se em zonas onde era difícil trabalhar a agricultura. O facto da agricultura promover a fixação do homem numa determinada zona geográfica, permitiu que a civilização florescesse através do desenvolvimento de comunidades de agricultores.

Só nos tempos modernos, portanto, muito recentemente, é que o uso do leite de vaca se tornou um alimento considerado essencial e comum na nossa alimentação. John H. Tobe assume que o leite de vaca não foi, nem nunca vai ser, um alimento perfeito para os humanos. Defende que o meio litro de consumo aconselhado permitiu que se tornasse num negócio de milhões.

De acordo com estatísticas publicadas pelo governo dos EUA, em 1967 os americanos consumiam 40 biliões de kilos de leite e lacticínios, correspondente a 28% do consumo alimentar, sendo 20% de carne. Não é de espantar que sejam estes os dois produtores a investir mais dinheiro em publicidade.

Para fazer face à procura elevada de leite, as vacas estão confinadas a espaços de crescimento demasiado pequenos, sendo alimentadas com hormonas e antibióticos, farinhas de milho e carne, obrigadas a crescer rápido e a produzir mais do que conseguem num ambiente natural. Muitas mulheres são aconselhadas a não consumir leite durante o período de gravidez, pelo perigo que os químicos do leite representam para a criança.

O ‘food yearbook of agriculture’, publicado em 1959 pelo governo Americano, diferencia o leite materno, sempre fresco e livre de bactérias, com o leite de vaca, cheio de parasitas, sujeito a processos químicos e tratamentos anti-naturais, como a pasteurização. Desenvolvida por Pasteur, a pasteurização é um método através do qual as bactérias são mortas segundo um processo de aquecimento, o que permitiu que, a partir de 1864 o leite fosse transportado, evitando a sua rápida decomposição. No entanto, o processo de Pasteurização não é suficiente para garantir que o leite seja um produto seguro para crianças.

O consumo de leite tem vindo a aumentar devido a três razões:

1 – É rico em proteína e cálcio. Alheios a isso não ficam os nutricionistas, que sempre que descobrem um alimento rico em determinado nutriente, influenciam a opinião pública, levando a um aumento do consumo desse alimento, na esperança que o corpo o assimile. Era bom que o corpo humano funcionasse como um frasco, onde os elementos fossem despejados e assimilados. Será que já ouviram um nutricionista a falar de transmutação? A vaca tem os ossos bem maiores que os nossos e não consome cálcio, será que a erva tem cálcio?

O mito da proteína e da obsessão da proteína, publicita a ideia de que quanto mais, melhor. Errado! Quanto menos melhor. O consumo exagerado de proteína sobrecarrega o fígado e os rins, gerando um estado de stress entre os órgãos. (Em breve publicaremos um texto sobre a proteína).

2 – A indústria do leite e carne exerce uma pressão enorme sobre a sociedade, através da televisão, rádio, imprensa escrita e internet, junto de adultos e crianças. Quem é que nunca ouviu a expressão ‘tem mais leite do que cacau’?

3 – O consumo excessivo de leite provoca um crescimento anormal. Não é por acaso que os americanos são considerados um povo de estatura alta, já que consomem quantidades anormais de leite. Quem é que ainda não reparou que os jovens com 14 anos são bastante mais desenvolvidos que os jovens de 14 anos de há 20 anos atrás?

Texto ‘The Rice Experience’, baseado em ‘Basic Macrobiotics’, de  Herman Aihara

Written by thericeexperience

Maio 6, 2010 at 11:58 pm

Publicado em Alimentos Processados