Oficina de Conservas Vegetais no Tinkuy
E a magia aconteceu!
A energia e boa onda de todos aqueles que se juntaram a esta oficina resultou na criação de sete conservas diferentes. A magia da criação microscópica, que transforma vegetais frescos em saborosas e nutritivas iguarias que podem acompanhar qualquer refeição, abrem espaço à criatividade e motivam-nos a explorar cada vez mais o mundo das fermentações.
Obrigada a todos!
OFICINA DE CONSERVAS VEGETAIS
Alimentos vivos, não pasteurizados e fermentados incorporam bactérias benéficas para o nosso sistema digestivo numa relação de simbiose. O consumo de alimentos fermentados pelo Homem é uma prática milenar por todo o planeta. É suprir directamente o nosso sistema digestivo com culturas vivas essenciais para a decomposição dos alimentos e assimilação de nutrientes. Alguns produtos fermentados têm efeitos antioxidantes e os processos de fermentação removem toxinas dos alimentos. Certos microorganismos originam extraordinárias transformações culinárias. Pequenos seres, invisíveis para o olho humano, oferecem-nos sabores incríveis e muito variados.
As técnicas de fermentação são ferramentas de preservação de alimentos que podem ser feitas em qualquer cozinha, por qualquer pessoa.Convidamo-vos a pôr em prática vários métodos de fermentação com vegetais numa viagem pelo mundo bacteriano.
Vamos preparar conservas de:
Tofu e cebolinha no Miso
Choucrute (Sauerkraut)
Kimchi (conserva tradicional coreana)
Takuan na película de arroz
Tofu “feta” com oregãos e azeite
Picle de Rabanete no Vinagre de Ameixa Umeboshi
Pimenta em Vinagre de Arroz
Nabo,Cenoura e Alga prensada
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Com Inês Barros e Maria Quintino.
Data
13 de Maio (10-15h)
Investimento
35 euros (inclui degustação e almoço).
Sal Químico E A Sombra Da Hipertensão.

A maior parte das pessoas usam sal em demasia, talvez numa tentativa inconsciente de compensar o uso de sal de pobre qualidade nutritiva que se encontra disponível. O consumo excessivo traz graves problemas de saúde, se bem que o alarmismo sobre o seu consumo, publicitado pelos especialistas em saúde, não ajuda a resolver o problema. O que fazer? Vamos procurar responder ao problema do sal de uma forma simples.
Sal é vida, mas como tudo o que faz bem, em excesso faz mal, o sal não foge á regra. Tal como os oceanos que necessitam do sal para despoluir, recebendo todo o lixo da civilização, nós os humanos temos a mesma necessidade. Na quantidade correcta, ajuda a tornar o sangue alcalino e a garantir um sistema imunitário forte. O consumo excessivo de sal tem como principal responsável, o consumo diário de proteínas animais, sendo praticamente impensável cozinhar peixe ou carne sem sal. A expressão “carrega no sal”, ou “não tem sal de mesa?”, garantem e perpetuam a inseparável relação que a nossa cozinha tradicional tem com o mais antigo intensificador de sabor.
O sal mais comum e utilizado em todo o mundo, é retirado de minas terrestres onde são se localizam depósitos de sal, embora parte dele seja retirado da água do mar. Ambos sofrem do mal do processamento químico. Durante o processo este é aquecido a altas temperaturas e refinado. O iodeto de potássio e o iodeto de sódio são acrescentados há sua composição, porque ajudam na formação da tiroxina, hormona criada pela tiróide lançada na corrente sanguínea, de extrema importância no funcionamento do metabolismo do nosso corpo. De forma a estabilizar os iodetos, são acrescentados: açúcar (dextrose); bicarbonato de sódio; carbonato de magnésio; silicato de cálcio; carbonato de cálcio. Porque é que se utilizam tantos químicos para a obtenção do sal? A principal razão tem a haver com a própria lei que incentiva a utilização dos iodetos, que por motivos de saúde pública, ajudam na prevenção do Bócio. Entrando no processo, os iodetos, obrigam a utilização de todos os outros químicos.
Mais uma vez e como tem sido habitual, os autores do blogue rejeitam a necessidade compulsiva da utilização de químicos em produtos, ainda para mais que envolvam o consumo humano. É evidente, que o consumo de químicos, obriga o organismo a metabolizá-los. Se um químico tem efeitos secundários, imaginem a combinação explosiva dos químicos da comida, com os químicos dos medicamentos, com os dos produtos de higiene, com os do ar, com os da água, etc…
Voltando ao sal. Existe um sal que não tem químicos, chamado sal integral, que é obtido pelo simples processo de concentrar água do mar, debaixo do sol. Muita atenção á escolha do sal. Para bem do consumidor, aconselhamos a criar o hábito de vasculhar bem as embalagens, ler e tentar perceber se o sal passa por algum processo químico.
A sua utilização:
– Facilita a assimilação de nutrientes pelo organismo.
– Mantêm o bom funcionamento dos músculos.
– Diminui a acidez gástrica.
– Estimula a circulação sanguínea, sistema respiratório, sistema nervoso, rins e bexiga.
– Elimina a acido úrico e acido lácteo.
– Serve de antibiótico.
– Proporciona a criação de ambientes celulares aeróbicos, cheios de oxigénio.
Decidir sobre o sal, assim como, que alimentos cozinhar, que alimentos combinar nas refeições, etc, pode tornar-se uma missão difícil. Existe muita informação dispersa, que em nada ajuda o esclarecimento do consumidor.
Partindo do simples, o TRE aconselha uma serie de princípios básicos.
1 – Reaprender/aprender a cozinhar. É importante apostar na formação pessoal partindo do pressuposto que não sabemos tudo e que temos sempre algo mais a aprender e a corrigir. Enviem-nos um e-mail a pedir informações sobre aulas de cozinha.
2 – Comprar sal de cozinha 100% integral. Não se assuste porque é barato.
3 – Consumir moderadamente (uma a duas vezes por semana), ou mesmo evitar alimentos que aumentem a necessidade do consumo de líquidos, são eles: carne, peixe, lacticínios, frutas tropicais ou fora de estação, açúcar, farinhas brancas, arroz branco.
4 – Substituir o consumo dos produtos do ponto 3, por cereais integrais na sua forma original: arroz integral; millet; trigo sarraceno; cevada; aveia.
5 – Não colocar sal durante a refeição.
6 – Comer mais vegetais, como por exemplo: cenoura, nabo, alho francês, batata-doce, abóbora, nabiça, agrião, couve-galega, brócolos, acelga, couve-flor, aipo.
7 – Beber água quando tivermos sede e fora das refeições.
8 – Após a refeição verificar o estado salgado da nossa boca. Se tivermos necessidade de consumir mais líquidos é porque utilizámos sal em demasia.
Texto ‘The Rice Experience’
Alimentos Fermentados, Workshop A 31 De Março

A descoberta da fermentação, aconteceu por acaso, num molho de frutas e amoras deixadas ao sol, eventualmente proporcionando um aroma curioso, um gosto esquisito mas não desagradável e um efeito físico não esperado.
As bebidas alcoólicas fermentadas existem possivelmente há 10000 anos, mas existem muitos mais alimentos fermentados que consumimos. Pão, vinho, queijo e cerveja são os mais conhecidos no Ocidente, conjuntamente com os pickles e o chucrute. O leite e seus derivados continuam a ser fermentados por muitas culturas, especialmente em climas quentes onde a refrigeração é escassa. Yogurt, Kefir, Koumiss e queijos de vários tipos, feito a partir de vacas, cabras, ovelhas, camelos, etc são considerados alimentos principais na Ásia, Índia, Norte de África e Europa.
No Oriente, a fermentação de grãos e produtos de origem vegetal, fazem parte do quotidiano. Entre os mais conhecidos destacamos o Tempeh da Indonésia, Miso e shoyu do Japão, peixe fermentado chamado nampla ou moc man na Tailândia, Vietnam e Cambodia, feijões pretos fermentados na Índia, Kimchi na Coreia, etc.
Assim como cozinhar condiciona o uso de um agente externo que forneça calor, que é o fogo, a fermentação não acontece sem a ajuda dos fermentos e bactérias. Estes microrganismos microscópicos começam por quebrar os hidratos de carbono e proteínas dos alimentos, em dióxido de carbono, aminoácidos e álcool. Quando juntamos o sal prevenimos a proliferação de microrganismos tóxicos.
Originalmente, a fermentação era obtida através do ar, leveduras ou bactérias, mas este método não garantia a qualidade do produto final, visto depender de factores aleatórios que poderiam ou não intervir. A aplicação de determinadas leveduras ou bactérias, como os lactobacillus bulgaricus do yogurt, o Koji para o miso, o rhizopus oligosporus para o tempeh, e as gerações de massa velha para o pão, vieram garantir o resultado final dos processos acima mencionados.
A fermentação transforma os alimentos, torna-os mais saborosos, ricos e preciosos. Intensificam as suas qualidades, mantendo a sua conservação possível em zonas sem electricidade, sem recurso a refrigeração. Mais importante de tudo, é o valor nutritivo que acrescenta aos alimentos. As bactérias sintetizam enzimas e vitaminas adicionais criando um maior equilíbrio ao nível dos aminoácidos. São bastante preciosos no processo de sintetização da vitamina B12.
Os alimentos fermentados melhoram a flora intestinal, ajudando a digestão de proteínas, hidratos de carbono e gorduras.
Baseado no livro de Annemarie Colbin, “Food and Healing”
Devido á importância que os alimentos fermentados ganharam nas nossas vidas, ocupando um lugar imprescindível na nossa alimentação, não queríamos deixar de fazer referência ao workshop que irá se realizar no dia 31 de Março.
As formadoras Inês Barros e Maria Quintino convidam os interessados a acrescentarem, algo de novo, fresco e rejuvenescedor ás suas vidas através da transformação natural dos alimentos. Não perca esta oportunidade.
ÍNFORMAÇÕES SOBRE O WORKSHOP DE CONSERVAS VEGETAIS – 31 DE MARÇO
Workshop de Conservas Vegetais
Alimentos vivos, não pasteurizados e fermentados incorporam bactérias benéficas para o nosso sistema digestivo numa relação de simbiose. O consumo de alimentos fermentados pelo Homem é uma prática milenar por todo o planeta. É suprir directamente o nosso sistema digestivo com culturas vivas essenciais para a decomposição dos alimentos e assimilação de nutrientes. Alguns produtos fermentados têm efeitos antioxidantes e os processos de fermentação removem toxinas dos alimentos. Certos microorganismos originam extraordinárias transformações culinárias. Pequenos seres, invisíveis para o olho humano, oferecem-nos sabores incríveis e muito variados.
As técnicas de fermentação são ferramentas de preservação de alimentos que podem ser feitas em qualquer cozinha, por qualquer pessoa.Convidamo-vos a pôr em prática vários métodos de fermentação com vegetais numa viagem pelo mundo bacteriano.
Vamos preparar conservas de:
Tofu e cebolinha no Miso
Choucrute (Sauerkraut)
Kimchi (conserva tradicional coreana)
Takuan na película de arroz
Tofu “feta” com oregãos e azeite
Picle de Rabanete no Vinagre de Ameixa Umeboshi
Pimenta em Vinagre de Arroz
Nabo,Cenoura e Alga prensada
Com Inês Barros e Maria Quintino. 31 de Março (10-14h)
Investimento: 35 euros (inclui degustação) | Este valor é um donativo recomendado, somos uma casa aberta para todos. Entra em contato connosco.
Inscrições/Info nutre.int@gmail.com /thericeexperience@gmail.com ou 965811381/966934068
Amazónia,O Pulmão Da Terra

O site da revista VICE, VBS.tv, continua a publicar reportagens vídeo de assuntos que merecem a nossa divulgação. Para quem não conhece a revista VICE, poderemos descrevê-la, como a versão punk da revista Visão. Como versão punk que efectivamente é, a revista VICE e o site VBS.tv, filmam, editam e publicam reportagens vídeo de assuntos relacionados com: ecologia, cultura, problemas sociais, desporto, música, tecnologia, arte, etc. Acreditamos que esta fonte de jornalismo proporcionada pelo site VBS.tv, mantém-se até á data, como das mais sinceras, objectivas e cruas fontes de informação. Em Portugal existe a ideia de que o jornalismo nacional de qualidade é feito pela RTP1, SIC, TVI, Publico, Expresso, etc. Na nossa opinião, a Internet, proporciona a cada um de nós a possibilidade de escolher a melhor fonte de informação, quer seja nacional ou internacional. Em relação aos órgãos de informação acima mencionados, a qualidade e diversidade das notícias deixam muito a desejar.
E porque o TRE não é só sobre alimentação, a reportagem que estamos a divulgar é sobre o pulmão da terra, a Amazónia. A expressão “pulmão”, foi transmitida por uma professora da pré-primária, ao autor do texto, nunca mais esquecido por este. A destruição da floresta é um facto, a julgar pela necessidade de europeus e americanos em comprar mobília de madeira proveniente daquele local e pela continua destruição da floresta para a criação de gado. Consumismo, falta de conhecimento ou estupidez. Talvez um pouco de cada.
No Brasil a incapacidade dos politicos é igual há do resto do mundo, penso que a fábrica onde são produzidos acaba por ser a mesma. Os seus fatos e gravatas e as suas decisões inúteis, espelham a incapacidade que têm, em tomar medidas que resolvam este problema.
Este pequeno documentário, aborda o tema da desflorestação da Amazónia que se situa no estado do Marabá, no Brasil. Conta a história dos activistas de defesa da floresta, Zé Claudio e Maria, com depoimentos impressionantes, dos ruralistas e sua relação com os pistoleiros, passando pelo congresso nacional em Brasília, decisões politicas e suas implicações na vida da floresta. Um documento imprescindível, que nos mantém em sintonia com a velocidade assustadora e destruidora da natureza humana. Apesar de ser uma realidade pesada, a sua divulgação demonstra a “verdadeira realidade” da nossa floresta. O crescimento económico do Brasil publicitado por Dilma, não pode ser sustentado, única e exclusivamente pelos recursos naturais necessários á vida na terra.
Texto ‘The Rice Experience’
A Teoria Dos Germes, Vacinação E Antibióticos
O higienista bávaro Max von Pettenkofer desenvolveu uma teoria sobre o papel crucial das condições climáticas e, sobretudo, telúricas (energia da terra) na activação ou inactividade dos germes da cólera. Segundo a Boden Theorie, teoria do solo, para que ocorresse uma epidemia, eram necessários quatro factores: além do germe específico, determinadas condições relativas ao lugar, ao tempo e aos indivíduos. Por si só, o germe não causava a doença, o que excluía o contágio directo, de pessoa a pessoa. A susceptibilidade individual era importante, mas ela e o germe, sozinhos, tampouco engendravam a doença. As condições de tempo e lugar eram indispensáveis para explicar tanto os contágios como as imunidades. As variáveis sazonais e locais agiam sobre o germe, que amadurecia e se transformava em matéria infectante por seu efeito. O veículo da transformação era o solo. Depositado aí com os dejectos dos doentes, o germe sofria uma maturação e adquiria a capacidade de provocar a doença ao reingressar no corpo humano.
Na Alemanha, em finais do séc.XVIII, Pettenkofer, feroz opositor da “Teoria dos Germes”, publicitava a higiene como uma filosofia de vida, defendendo a ideia de que além de água limpa e ar em abundância, contribuíam também para o bem estar das populações, a existência de árvores e flores. Persuadiu os governantes de Munique, a trazerem para a cidade água proveniente das montanhas circundantes, de forma a diluir os esgotos do rio Isar. Com esta medida, começou a grande limpeza da cidade, fazendo com que a taxa de mortalidade da Febre Tifóide cai-se de 72 milhões em 1880, para 14 milhões em 1898. Munique tornou-se uma das cidades europeias mais saudáveis, graças aos esforços de Pettenkofer. Sempre que foram tomadas medidas de cariz sanitário, as taxas de mortalidade das doenças contagiosas caíam brutalmente, contrariando a ideia da “Teoria dos Germes”, de que só depois de vacinação e recurso a antibióticos é que estas doenças foram controladas.
Baseado no livro de René Dúbios, “Mirage of Health”
As Alergias Dos Alérgicos Ao Mundo

Devíamos encarar as reacções alérgicas aos alimentos como uma simples mensagem do nosso corpo a classificá-los como inapropriados. As reacções a alimentos refinados, processados ou químicos são benéficas, porque ao danificar a nossa saúde, permitem-nos optar pelo não consumo.
Por esta altura, todos sabemos que a principal fonte de alergias vem do leite e dos seus derivados. Para evitar estas manifestações alérgicas, devemos deixar de os consumir. Caso o apego seja demasiado grande, sugerimos o consumo esporádico de leite de arroz ou aveia como substituto, até não ser necessário o consumo de qualquer leite. Ao contrário do divulgado, o leite de vaca não é juventude, não é necessário para se ter ossos fortes, não resolve o problema da osteoporose. É sim responsável pela maioria das doenças existentes neste planeta.
De qualquer forma, as alergias também decorrem de alimentos como o trigo, o milho, a soja e outros alimentos processados, deixando uma pergunta por responder. Porque será que estes produtos não são tolerados? Descobrimos que as pessoas que têm reacções alérgicas a certos alimentos, não são sempre alérgicos, mas sim reagem a pobres combinações alimentares. Em relação ao trigo, raramente combinamos o seu consumo com vegetais de folha verde, ou raízes. Esta é, sem dúvida, a melhor forma de os combinar. A maior parte das vezes é consumido sob a forma de pão, numa sanduíche, com queijo, carne ou manteiga de amendoim. Ao pequeno-almoço, é comido sob a forma de torrada com ovos e bacon. Os vegetarianos utilizam as manteigas provenientes de frutos secos e patês vegetais.
A maior parte dos cereais, sob a forma de semente, têm ácido fítico na casca. Este elemento tem a capacidade de aprisionar minerais importantes, tornando-os inassimiláveis pelo nosso organismo. Para evitar que aconteça podemos socar, demolhar, ou germinar os cereais. Desta forma, tornamos estes super alimentos em alimentos por excelência e diminuímos a probabilidade de provocar alergias.
Todos os subprodutos provenientes dos cereais integrais, como por exemplo as farinhas, o arroz branco desnutrido, etc., devem ser consumidos na sua forma integral e nunca sob a forma de alimento processado. Processar o cereal desnutre e destrói a essência da sua existência. Corrompe por completo a natureza, incapacitando-a de nos proporcionar alimentos nutritivos.
As causas das alergias não são só alimentares. Nas últimas décadas temos verificado casos de hipersensibilidade a todo o tipo de substancias, como pelos de animais, pó, água, sol, etc. A um nível psicológico, estas reacções físicas podem estar também relacionadas com sentimentos de isolamento, separação, arrogância – incapacidade de aceitar o mundo. Fisiologicamente, representa fraca imunidade e mau funcionamento do fígado. O melhor remédio para as alergias será diminuir os sentimentos de separação, frustração, revolta, raiva, através de uma dieta alimentar ajustada, tendo por base os cereais, vegetais e algas. Desta forma o fígado tem a capacidade de se auto regenerar, reequilibrar, reajustar e recuperar as suas funções base, aniquiladas pelos os excessos passados.
Baseado no livro “Doctors look at Macrobiotics” de Edward Esko
A Importância Dos Vegetais Biológicos e Cereais Integrais
Ainda num passado recente, os vegetais, cereais integrais e a maior parte das plantas eram consideradas como fibra, principais responsáveis por um bom funcionamento intestinal. Essa ideia além de redutora, desconsidera o grupo mais importante de alimentos que abrange e sustenta a vida no planeta terra. Os minerais do trigo integral, o efeito estabilizador dos níveis de açúcar do sangue que proporciona o arroz integral, os fito nutrientes, anti-oxidantes, presentes nos vegetais e que protegem o DNA, têm efeitos anti-tumor, reduzem o colesterol, fortalecem o sistema imunitário, etc. Representam uma pequena amostra dos benefícios disponíveis nos alimentos integrais e biológicos – que nos ultrapassam quando os consumimos na versão refinada através de processos industriais. Cada cereal integral, incluindo o millet, quinoa, cevada, centeio, milho, trigo-sarraceno, amaranto, etc. são ricos em minerais, vitaminas, hidratos de carbono além de uma quantidade variada de nutrientes característicos, assim como propriedades curativas relacionadas.
Os últimos estudos feitos á fito química dos legumes, cereais, frutos secos e frutos, demonstraram que cada planta tem uma quantidade enorme de propriedades valiosas e nutritivas específicas. Cada vez que escolhemos alimentos refinados, quer seja através de farinhas brancas processadas, arroz branco e outros cereais, óleos refinados e açucares, limitamos a possibilidade de: fortalecer o sistema imunitário; de regular os níveis de glicose estabilizando as nossas emoções; proteger-nos de doenças degenerativas, etc, no geral, dificultam a experiencia de vida harmoniosa e equilibrada que a versão integral proporciona.
A maior parte das pessoas não se apercebe dos benefícios do consumo do produto integral, que nos protege e rejuvenesce. A capa dos cereais integrais que tem como função a protecção, transfere-se para nós, fortalecendo a nossa capa, actuando como escudo. Optar pelos refinados sem capa, proporciona-nos uma vida de desequilíbrios e acidentes constantes, sem capa, sem escudo, sem protecção.
Se uma civilização desnutrida, como a sociedade moderna onde vivemos, reencontrar o valor dos cereais e vegetais na sua forma completa, rapidamente torna-se na terra da moderação e saúde abundante.
Baseado no livro de AnneMarie Colbin “Food and Healing”
Fast Food Provoca Problemas de Obesidade

Somos levados a pensar que assim que nos sentirmos cheios, a nossa vontade de comer e beber cessa, mas parece que a saciedade simplesmente não acontece dessa forma. Cientistas descobriram que as pessoas e animais, quando expostos a regimes de abundância, têm tendência para comer 30% a mais do que o necessário.
O apetite humano, é surpreendentemente elástico, que do ponto de vista evolucionário faz todo o sentido.
Era frequente o homem do paleolítico jejuar sempre que fosse necessário, desta forma criavam reservas de gorduras para fazer face a momentos de escassez de alimentos. Especialistas em obesidade definem este fenómeno como “The Thrifty Gene”. Enquanto o gene representa uma adaptação muito útil num ambiente de falta de alimentos, é um desastre num ambiente de abundância de Fast Food, onde não se equaciona sequer a possibilidade remota de jejuar. Os nossos corpos estão a armazenar gordura para tempos de fome que simplesmente não acontecem.
Mas se a evolução deixou o omnívoro moderno vulnerável a acumulação de gordura da Fast Food, os nutrientes que ele encontra nestas refeições – cheias de gordura e açúcar – tornam este problema ainda mais grave.
A selecção natural levou-nos a estabelecer a gordura e açúcar como as nossas principais fontes de energia, de qualquer forma na natureza – nos alimentos integrais – é quase impossível encontrar estes nutrientes em concentrações tão elevadas como verificamos nos alimentos processados. Nunca iremos encontrar uma quantidade tão elevada de frutose numa fruta, como numa soda, ou um pedaço de pele de animal com tanta gordura como os nuggets de galinha.
Desta forma percebemos porque é que os alimentos processados são uma boa estratégia para levar os consumidores a comerem cada vez mais. O poder da ciência e da tecnologia alimentar tem a capacidade de quebrar os alimentos naturais, juntando-os de diferentes formas com elementos químicos, enganando a capacidade do omnívoro em optar por um sistema alimentar próximos dos seus antepassados. Basta para isso juntar mais gordura e açúcar que o sabor melhora.
Os modernos sistemas alimentares mentem ao fornecerem-nos grandes quantidades de energia – através das gorduras e açucares – enganando a nossa capacidade sensorial, ao ponto de desejarmos cada vez menos alimentos integrais
Baseado no livro de Michael Pollan “Omnivore´s Dilemma”