Archive for the ‘Consciencia’ Category
Pensamos Em Alimentação Saudável, Praticamos Alimentação Sensorial
Observar os efeitos dos alimentos consumidos é uma experiência única.
Ao ingerir alimentos Yin em grandes quantidades (frutas, líquidos, lacticínios, mel, vegetais menos aconselháveis, drogas, medicamentos, açúcar, etc), observamos uma expansão na nossa imaginação. Fazemos planos inexecutáveis, incidindo na patética masturbação mental. A cabeça fica muito leve, cérebro mole, opiniões sem peso, preguiça, fragmentação de pensamento, apatia, alienação, lentidão, reflexo lógico, relaxamento, displicência e entorpecimento geral.
Alimentos muito pesados ocasionam uma digestão lenta, concentrando uma grande quantidade de sangue no aparelho digestivo, de modo que diminui a oxigenação cerebral, provocando um raciocínio mais lento e conservador com tendência a se arrastar no passado. O pensamento muito pesado distancia-se do corpo físico, carecendo de leveza e agilidade para acompanhar a velocidade dos acontecimentos. As pessoas muito Yang, revelam um certo ar de superioridade, orgulho e auto importância, olhando à sua volta de alto para baixo.
O consumo desequilibrado de Yin Yang, ocasiona uma combinação das duas tendências.
A milenar medicina oriental já conhecia a relação existente entre a condição do fígado e vesícula biliar e o estado de humor da pessoa. Se estes órgãos estiverem sobrecarregados manifestam-se a ira, irritação, ansiedade e impaciência. Caso contrário, manifestam-se a paciência e a perseverança. Dizia-se que uma pessoa com mau humor tinha “maus fígados”. A condição dos rins e da bexiga está directamente ligada ao medo, insegurança, hipersensibilidade, depressão, e preocupação excessiva. A ingestão de muitos líquidos, sal e açúcar sobrecarregam o funcionamento destes órgãos provocando este tipo de emoções.
As frutas acentuam o sentimentalismo e a preguiça, por isso não é surpreendente encontrar essas características principalmente nas áreas tropicais.
Quando consumimos lacticínios, estamo-nos a refugiar na infância, procurando o alimento que associamos às épocas mais felizes e aconchegantes das nossas vidas. Comendo como fazíamos quando éramos crianças, intuitivamente, regredimos nas supostas fases de evolução do desenvolvimento humano
Os alimentos de origem animal, provocam maior estímulo sensitivo e sensorial, levando os consumidores a viverem no passado, no materialismo, no egocentrismo. Por outro lado, o açúcar é um dos maiores causadores de depressão e pessimismo. O pico de energia de pouca duração que proporciona, provoca uma expansão do pensamento, fazendo com que as acções não consigam acompanhar o raciocínio, surgindo uma desconexão entre a teoria e a prática. A excitação eufórica reflecte uma condição doentia do coração e intestino delgado.
Uma alimentação mais neutra proporciona-nos uma maior capacidade de adaptação, física e mental a qualquer circunstância. O alimento do pensamento é Yin e o alimento da actividade é Yang. Juntos na devida proporção, formam uma dieta equilibrada, tendo como base os cereais integrais, as raízes, vegetais de folha verde, algas e leguminosas, poucos fritos e pouco peixe.
Estamos a viver um momento histórico da mais fundamental importância. A nossa postura, atitude e alimentação, influencia o destino, família, comunidade, cidade, país. A capacidade de auto-liderança não existe. Estamos bloqueados e descontrolados.
O Poder Inquestionável Da Medicina Sintomática
Em primeiro lugar queremos deixar claro que o nosso objectivo não é a busca de longevidade, vida eterna, ou mudar o mundo através de um blog, pois na nossa opinião a Internet dificilmente oferecerá alguma mudança qualitativa ás nossas vidas devido ao excesso de informação que oferece.
Existe quem diga que somos do contra, que somos loucos, extremistas, sectários, etc. Perguntam-nos se temos intenções de viver para sempre, pois não percebem porque nos restringimos no que aos prazeres da vida diz respeito. Esta é sem dúvida uma das maneiras de interpretar a questão, mas se tivermos em conta que a maioria dos prazeres da vida contêm ingredientes como sulfitos, açúcar, aspartame, glucamato de sódio, xarope de milho ou edulcorantes, alimentos processados cujo efeito no organismo é desconhecido pelo comum dos cidadãos, preferimos abdicar destes prazeres da vida e escolher outros. Que cada um escolha os seus, consciente ou inconscientemente.
Não acreditamos que a alimentação natural proporcione uma vida de paz, amor e felicidade eterna, em que as pessoas vivem em harmonia com a natureza. Não embarcamos em fantasias utópicas de futuros promissores. Acreditamos sim, que a alimentação natural potencializa as capacidades de discernimento e julgamento, avaliando tudo o que nos rodeia numa perspectiva dualista de dinâmica/estática, flexibilidade/inflexibilidade, diferença/igualdade, a fim de compreender que a nossa postura em relação ás manifestações que ocorrem na vida é da nossa inteira responsabilidade.
Na vida tudo acontece: amor, ódio, guerra, paz, felicidade, tristeza etc. A história que todos contamos sobre o temperamento terrível de sujeito A, B, ou C em contraste com os elogios a D, E, ou G, é mera fantasia. Se observármos o nosso comportamento, verificaremos que somos tão maus ou piores do que o objecto da nossa crítica. Estamos todos no mesmo barco, apenas em bancos diferentes.
Os posts deste blog têm o intuíto de promover novas perspectivas de avaliar o que nos rodeia, pois aquilo que parece estar fora do nosso alcance, está afinal bem mais próximo do que alguma vez imaginámos, e a nossa intervenção pode até ter significado.
Caso não tenham reparado, existem crianças que nascem com diabetes, Leucemia e Asma, Há demasiados adultos com cancro, arteriosclerose e depressões. Existem mulheres que, apesar do consumo de cálcio, assistem á chegada da menopausa como o começo do fim da vida, da transformação da estrutura óssea em matéria quebrável. As respostas para estes problemas não se encontram apenas nos hospitais, que talvez sirvam para tratar o problema no imediato, mas a longo prazo, se nada for resolvido ao nível da alimentação e dos hábitos quotidianos, os problemas continuarão a suceder-se e agravar-se.
Cada vez mais devemos assumir o papel de maquinista em vez do de passageiro. O passageiro é passivo, senta-se e espera, o maquinista lidera, conduz. Devemos assumir sempre a liderança e não permitir que os médicos controlem as nossas vidas. Estes estudiosos em quem confiamos são os mesmos que recebem das farmacêuticas propostas indecentes de venda de produtos específicos, sendo depois remunerados com viagens ou outros bens materiais. Confiar cegamente na medicina sintomática é assumir a incapacidade de resolver os nossos problemas, e passar o testemunho da responsabilidade.
Com a vida que levamos é demasiado fácil perder a postura subversiva de questionar todas as coisas. Ao perder essa postura perdemo-nos.
Antibióticos, O Vicio Dos Médicos
Inicialmente a penicilina e outros Antibióticos provaram ser extremamente eficazes, salvando a vida a milhões de pessoas, que de outra forma tinham morrido. De qualquer forma, a euforia que se gerou à volta destas drogas milagrosas rapidamente se desvaneceu. A Estreptomicina foi dos primeiros Antibióticos utilizados. Serviu de combate à Tuberculose, mas perdeu rapidamente a sua capacidade de actuação, após dois meses de utilização, especialmente na tuberculose pulmonar. Deixou muitos pacientes surdos e atordoados. Apesar disso os benefícios foram bem maiores do que os efeitos secundários. Devido aos excelentes resultados, os médicos continuaram a prescrever este tipo de antibióticos fortes para situações graves.
Passadas algumas décadas, começaram a ser utilizados para precaver e para prevenir futuras infecções e para combater doenças pouco importantes. A produção intensiva de gado, com recurso a alimentos como: a farinha de carne, milho e soja, originou graves problemas de acidez estomacal nos animais, que por sua vez era combatida com recurso a antibióticos.
60% dos Antibióticos são consumidos pelos humanos, enquanto 40% pelo gado. Por volta de 1980, 75% do gado já consumia Antibióticos para prevenção de futuras infecções e para proporcionar um crescimento rápido, aumentando os lucros da industria farmacêutica.
240 milhões de doses de Antibióticos ano, são consumidas nos EUA. Um em cada três doentes, tomam Antibióticos quando visitam o hospital. Os médicos receitam Antibióticos para uma simples gripe, ou para uma pneumonia.
Recentemente, através de várias pesquisas feitas (J. W. Harrison “the beginning of the end of the Antibiotics era”; R. Gonzales “Antibiotic prescribing…”; Marc Lappé “when Antibiotics fail”, etc), mostram que o uso de Antibióticos interfere na produção de células, na metabolização da B-12 e matam bactérias benignas do intestino que sintetizam a vitamina K, biotina, riboflavina, acido pantotênico, piridoxina. Estes nutrientes estão relacionados com a função de imunidade que nos protege contra a doença.
Os efeitos secundários do uso de Antibióticos incluem: Diarreia; Febre; Reacções Alérgicas; anemia, sangramento; descalcificação; enfraquecimento dos rins, fígado e sistema nervoso; cândidas. O corpo manifesta um problema através da doença, nós utilizamos os remédios para o calar, mas o problema tende a acumular. Cada vez que se manifesta será mais forte. Esta é a razão pela qual não existem pessoas saudáveis. Os meios de alarme do nosso corpo estão entupidos, impossibilitados de se manifestar. Como se costuma dizer, ‘seja o que Deus (médico) quiser’.
Texto ‘The Rice Experience’
Os Efeitos Secundários Do Micro-ondas

Somos como as empresas. Estamos sempre em constante análise. A nossa mente analisa os custos que temos, o tempo que inutilmente perdemos, as amizades que fazemos e as chatices e problemas em que nos envolvemos. Como resposta estabelecemos horários, metas, desdobramo-nos e desdobramo-nos, na esperança de que as horas do dia aumentem, para fazermos cada vez mais. Á primeira vista parecemos atletas de alta competição, mas na realidade a energia que emanamos é traduzida pelo cansaço e stress. É difícil encontrar uma pessoa que não esteja cansada, ou stressada, ou cansada e stressada. Arrisco-me a dizer que o cansaço e o stress, são os vírus mais contagiantes e poderosos que alguma vez existiram.
Durante o percurso do Homem surgiram sempre inventos que tornaram a nossa vida mais simples. Como o tempo é escasso, economizar uns minutos aqui, outros ali, dão dias ao final de um ano de vida. O micro-ondas foi um desses inventos. Surgiu, por acaso, de um radar e hoje encontra-se presente em praticamente todas as casas. Simples e prático, a sua utilização permitiu que a nossa mente fizesse um brilharete, a apontá-lo como principal economizador de horas de vida. Porque é que fugimos da cozinha a sete pés? Será que o facto de cozinharmos cada vez menos, traz efeitos nocivos na nossa saúde? Será o micro-ondas um invento tão benéfico para as nossas vidas? Deixamos aqui um pequeno texto de Michio Kushi do livro “The Macrobiotic Path to total health”:
“A vibração intensa provocada pelos micro-ondas, afecta a integridade celular dos alimentos e das pessoas… Estudos médicos demonstram que a comida exposta ao micro-ondas provoca alterações no sangue e no sistema imunitário… do ponto de vista energético, esses alimentos possuem efeitos expansivos, que contribuem para a destruição, deterioração e decomposição das células. Cozinhar com fogão eléctrico, não é tão mau como cozinhar com micro-ondas, mas promove disfunções ao nível do sistema digestivo, circulatório e nervoso, produzindo um efeito de enfraquecimento geral, incluindo dificuldades ao nível cognitivo.”
Vale a pena “perder” tempo na cozinha?
Água, A Fonte Da Vida Eterna

Os fluidos do corpo, incluindo o sangue e a linfa, carregam as mesmas toxinas que a água, ar, e cadeia alimentar, mas em concentrações maiores. Nesta perspectiva, a razão da falta de vitalidade das pessoas é obvia: Rins e fígado – os filtros de toxinas e desperdícios – estão saturados com químicos e toxinas venenosas provenientes dos nutrientes dos alimentos processados. A energia do nosso organismo é fornecida pelas glândulas adrenais, ficando a gestão dessa energia entregue ao fígado. Se estes órgãos forem obrigados a trabalhar em continuo para limpar o corpo de toxinas, sobra pouca energia para a actividade do dia a dia.
Se insistirmos no estilo de vida actual, teremos uma epidemia de doenças relacionadas com excesso de toxinas, que resultam numa quebra total do nosso sistema imunitário, doenças mentais e degenerações físicas.
Todos nós temos a responsabilidade de reunir esforços que ajudem a purificar e a tratar o planeta, começando na auto-desintoxicação. Desintoxicar significa escolher melhor os produtos que compramos, livres de químicos. Uma mudança na alimentação para produtos biológicos, não é mais cara, ao contrário do que se pensa, é muito mais barata. (ed : caso queira receber um plano de ajuda, solicite-o através do nosso email). Desta forma forçamos os produtores a mudarem os seus métodos químicos para métodos mais naturais.
Vivemos na era da água poluída, é necessário a sua purificação sem recurso a químicos, que são nocivos para o nosso organismo, provocando uma lenta destruição do nosso sistema imunitário. A excepção são os poços e nascentes que tenham ultrapassado testes de pureza, livres de químicos e minerais perigosos. A contaminação da água com toxinas artificiais é só uma parte do problema. A água dos poços, de uma área de agricultura biológica tem, na maior parte dos casos, vestígios de alumínio.
O recente documentário da Sic “desta água beberei?” alerta para este problema, mas esquece de referir que colocar químicos na água não o resolve. Tornar a água potável, respeitando parâmetros técnicos definidos como conformes está errado. A água considerada potável é de péssima qualidade e má para a saúde, , agora imaginem aquela que identificam no documentário da Sic como imprópria!!!. Cozinhar com a água em causa é a mesma coisa que bebe-la.Os químicos não resolvem os nossos problemas, acentuam-nos.
Para completar, gostaríamos de aconselhar o documentário “The Fluoride deception”, para tentar perceber melhor os porquês de tudo o que rodeia este assunto chamado água, que é de extrema importância para todos nós.
DOCUMENTÁRIO SIC “desta água beberei?”
DOCUMENTÁRIO “The fluoride deception”
Texto baseado no livro “Healing with whole foods” de Paul Pitchfork
A Magia Espiritual dos Japoneses

Este povo desperta-nos curiosidade. Nunca visitei o Japão, mas sonho com o dia em que irá acontecer. O cinema por eles criado com títulos como “Survive Style 5+”, “Electric Dragon 80000V”, “Wild Zero”; a musica “Flower travelling band” ou “Apryl fool”, a comida “Nitsuke de cenoura” “Sobagaki”; personalidades como “George Oshawa” ou “Akira Kurosawa”, demonstram a excentricidade deste povo capaz da imaginação mais criativa Yin com a disciplina e hábitos culturais mais Yang. Admiramo-los pelo facto de quanto mais os conhecemos mais nos surpreendemos, mais o esperado se torna inesperado. É sem dúvida, dos povos mais excêntricos.
Lemos um texto no livro “Yokojun: Japanese secret of good health” que dá que pensar. Temos cada vez menos tempo para pensar, descansar, relaxar, ler, cozinhar e respirar, é um facto, mas convém contrariar os hábitos. Este livro acaba por abordar uma serie de temas que se relacionam com os nossos hábitos, a responsabilidade que temos nos azares da vida e na nossa saúde, dá uma serie de sugestões bastante japonesas de como transformar o nosso dia a dia.
A Eficácia na arte de preservar a saúde
Se formos persistentes com alguma coisa, eventualmente atingimos resultados. É como semear na primavera, aplicar adubo no verão, e colher o mais belo dos alimentos no Outono. Se uma pessoa estudar seriamente a arte de como preservar a saúde e aplica-la durante um longo período de tempo, naturalmente ficará mais forte, sem doenças, vivendo até aos limites da resistenia do corpo, com entusiasmo. Não devemos duvidar desta verdade.
Algumas pessoas adoram as plantas do seu jardim. Tratam-nas de manhã á noite, regam-nas, juntam-lhes terra e fertilizante e livram-se dos insectos. Ficam maravilhadas com o fortalecimento e beleza do jardim e tristes com o seu enfraquecimento. De qualquer maneira, as plantas têm pouca importância. O nosso corpo é muito mais importante. Como é que se pode tolerar que uma pessoa falhe, ao dar mais carinho a uma planta do que ao seu próprio corpo? Se uma pessoa aprender a controlar a arte da saúde, vai não só preencher o seu dever perante os seus pais mas também perante o seu corpo, e assegura uma vida cheia de conforto. Uma pessoa deve aprender esta arte quanto antes, para atingir um entendimento o mais prematuro possível, não sobrecarregando o envelhecimento. O maior dever que temos é o de preservar a nossa saúde.
Se nos alimentarmos com nutrientes em demasia, a nossa vitalidade física vai ser sobrecarregada pelo excesso de nutrientes, resultando em doença. Se a gravidade da doença aumentar e a nossa vitalidade física ficar exausta, o resultado pode ser a morte. É como a assistir à morte de uma planta sobrecarregada de nutrientes e fertilizante.
A preservação da saúde requer moderação. Moderação significa não ir aos extremos. Devemo-nos alimentar até estarmos saciados, acabando com a dor da fome. Não devemos cometer o erro de comer para satisfazer os nossos desejos. Aconselhamos a sermos moderados em tudo.
Texto ‘The Rice Experience’, baseado no livro ‘Yokojun: Japanese secret of good health’, de Françoise Riviere
Os 12 Teoremas Do Principio Único

1 A Unidade (expansão infinita) manifesta-se continuamente, em todos os pontos e momentos, como divisões de si mesma a criar duas forças: centrifuga (expansiva, Yin) e centrípeta (contractiva, Yang).
2 Yin Yang são produzidos continuamente pelo equilíbrio/desequilíbrio, surgindo do mundo inconstante e permanente.
3 Yin e Yang estão constantemente a transformar-se um no outro.
4 Nos extremos do desenvolvimento, Yin produz ou torna-se Yang e Yang produz ou torna-se Yin.
5 Yin atrai Yang e Yang atrai Yin.
6 A força da atracção entre Yin Yang é maior quando a diferença entre eles é maior, e menor quando a diferença entre eles é menor.
7 Yin repele Yin e Yang repele Yang.
8 A força de repulsão entre Yin e Yang é menor quando a diferença entre eles é maior e maior quando a diferença entre eles é menor.
9 Yin e Yang, combinados numa variedade infinita de proporções, produzem energia e todos os outros fenómenos, visíveis e invisíveis.
10 Nenhum fenómeno é totalmente Yin ou totalmente Yang; todos os fenómenos possuem ambos, Yin e Yang.
11 Nenhum fenómeno é neutro ou equilibrado; todos os fenómenos são compostos de proporções desiguais de Yin e Yang.
12 Todos os fenómenos são Yang no centro e Yin na periferia.
Texto ‘The Rice Experience’, baseado no livro ‘Macrobiotics: An Invitation to Health and Happiness’, de George Ohsawa
Alimentos Para A Memória E Imaginação

Atenção: Ler o post dos 12 teoremas do princípio único para servir de base de compreensão forte deste post.
É muito importante verificarmos a relação entre a alimentação e a função da memória/imaginação.
Existem três tipos de alimentação: Solidiforme; Hidroforme; Aeriforme. A alimentação Solidiforme é Yang por natureza (alimentos contractivos: ovos; carne; peixe), a Hidroforme é neutra (cereais integrais; vegetais) e a Aeriforme é Yin (alimentos expansivos: açúcar; drogas).
Sugerimos fazer a seguinte experiencia: colocar sal sobre o fogo e constatar que o mineral começa a saltar, a estalar. Tanto o sal como o fogo são Yang, logo Yang repele Yang. A rejeição destes dois elementos em contacto um com o outro esclarece-nos quanto à força constitutiva de cada um deles. Se fizermos a mesma experiencia com açúcar verificamos que a combustão é feita rapidamente. O açúcar é um alimento Aeriforme, se o queimarmos a altas temperaturas transforma-se em álcool ou mesmo gás. O mesmo acontece com a fruta, ficando apenas a sobrar sais minerais nas cinzas. O facto de se transformar em cinzas esclarece-nos quanto à predominância dos elementos, do fogo Yang com o açúcar e fruta Yin, havendo uma nítida atracão e transformação. Yin atrai Yang e Yang atrai Yin. Se experimentarmos queimar vegetais de folha, que são mais Yang do que a fruta, verificamos que restam maior quantidade de sais minerais nas cinzas preservando a folha queimada, os tecidos e fibras vegetais. Logo podemos concluir que a folha oferece mais resistência ao ser queimada do que o açúcar. Verificamos que as fibras vegetais queimam e são digeridas mais lentamente, sendo a metabolização feita de uma forma sustentada deixando os órgãos trabalhar com tempo e sem pressas, razão pela qual a comida vegetariana é conhecida como “slow food”, ao contrário da metabolização do açúcar, que é feita imediatamente, super acelerada, o que provoca o stress de todos os órgãos, contribuindo para o nosso mau estar.
Nas regiões de clima quente onde se consome mais frutas e açúcar, alimentos aeriformes, é muito mais desenvolvida a parte da imaginação. Exemplos disso são as pessoas que têm a imagem e sonho do amor, paz, saúde, etc, mais expansiva, mais Yin, estilo de vida baseado na diversão, com bastantes músicos, artistas, poetas. A memória deste tipo de pessoas tem tendência a ser pouco Solidiforme ou Yang. Esquecem-se com frequência do passado, passando o tempo a imaginar, dai a capacidade criativa e expansiva ser maior.
Nas regiões onde se consome mais carne do que açúcar e frutas, alimentação Solidiforme, as pessoas têm tendência a ficar mais tensas, com óptima capacidade de memória, lembrando-se facilmente do passado. Não é por acaso que o povo do interior de Portugal está constantemente a contar historias do antigamente. Este tipo de alimentação é mais pesada e sólida, desenvolvendo atitudes vingativas, raivosas, rancorosas. Os problemas de coração são bastante comuns, visto a carne, enchidos, etc., provocarem o aumento de gordura no sangue, engrossando-o, dificultando a sua circulação, promovendo a estagnação e o mau funcionamento da ordem natural do nosso organismo.
Se conseguirmos perceber e observar os dois extremos alimentares, Solidiforme e Aeriforme, percebemos as diferenças nas formas e qualidades dos alimentos, concluindo que no meio é que está a virtude, desta forma a alimentação Hidroforme, à base de cereais e vegetais, é a mais equilibrada, proporcionando uma memória equilibrada e boa capacidade criativa.
Texto ‘The Rice Experience’, baseado no livro ‘Existenciologia’, de Tomio Kikuchi
A Causa Das Doenças

Hoje em dia, temos tendência para pensar que a doença é causada externamente por bactérias, vírus, químicos, etc. Na verdade isto é uma pequena parte da resposta. Enquanto algumas bactérias podem fazer com que algumas pessoas adoeçam, a mesma bactéria pode não causar nenhum efeito noutras pessoas.
É importante perceber que a fonte da doença tem dois lados. A causa do doença está dentro e fora do corpo. Na verdade, a causa mais importante acaba por ser a condição física da pessoa, que é o factor mais importante para a nossa saúde. A causa da doença inclui fraqueza física, por se comer e beber em demasia, demasiado sexo, excesso de trabalho e desequilibrio emocional devido à constante má disposição, preocupação, medo ou mesmo boa disposição excessiva.
Mesmo sofrendo influência destes factores, a medicina oriental costuma atribuir como principal causa da doença, uma dieta desequilibrada. É a comida que constrói o nosso corpo. A constituição física básica e a nossa condição física presente é determinada pela comida que ingerimos. Num nível mais simples, os que estão doentes por estarem demasiado Yang devem comer alimentos mais Yin, durante um certo período de tempo, enquanto aqueles que estão demasiado Yin devem-se alimentar com alimentos mais Yang, durante um certo período de tempo. A melhor forma de prevenção da doença é fazer uma dieta equilibrada, com boa comida e moderação.
Yin Yang
O princípio do YY é simples. Convêm assumir que os elementos da natureza estão em constante transformação, desta forma, temos de conduzir a nossa vida de acordo com esses elementos. Estas duas forças opõem-se, são antagónicas e complementam-se, estão constantemente a cooperar e a combinar as suas forças, fora e dentro do nosso corpo.
No oriente, Yin é o nome dado à força que produz expansão. Água, ar, árvores, flores, etc, são elementos expansivos da natureza e a sua tendência é preencher as dimensões do espaço. Algumas frutas crescem rápido, e mesmo assim são maiores do que outras que demoram tempo a crescer. A força que as faz crescer mais rapidamente do que outras, é Yin. Desta forma, consideramos Yin qualquer coisa que cresça muito, num curto espaço de tempo.
Qualquer elemento Yin não pode ser assim considerado só por crescer muito e rápido. Mas na verdade, o tamanho relaciona-se com a força Yin; de qualquer forma esta é apenas uma das suas qualidades. Yin é, como já referimos, a força que causa expansão. As drogas, por exemplo, têm tendência a expandir-nos de diversas formas, psicológica e mentalmente. O Álcool produz o mesmo efeito. Por outras palavras, o Yin dissipa. Os elementos que consumimos, que produzem um estado de calma e de leveza, são Yin.
É necessária uma força forte e vigorante (Yang) para criar um balanço com a grande força de expansão Yin (drogas, álcool, açúcar, etc). É devido à dificuldade de manter este equilíbrio que surgem as doenças.
Basicamente, a força Yin, de expansão, é contrária à força Yang, de contracção. A força Yin tem tendência a expandir-se sempre que a força Yang se contrai e vice-versa.
Yang é a força que faz com que os elementos se contraiam e que sejam densos e pesados. Não estende os elementos em direcção ao espaço, pelo contrário, provoca nos elementos um estado de contracção, até ao seu potencial. Sempre que a força dominante for Yang os elementos vão ter tendência para a contracção. Quando a força fica exausta, o elemento expande, desde que não haja nenhuma força que contrarie essa expansão.
Por exemplo, o sal é Yang. Os pickles de vegetais em sal são um processo Yang, que faz com que os vegetais se contraiam. Desde que haja sal nos vegetais, estes vão ter sempre tendência para libertar a água e contrair. Se for utilizado pouco sal no pickle, os vegetais vão ter tendência a apodrecer. A qualidade Yang do sal preserva os vegetais. Quanto mais durar o processo do pickle, mais Yang ficam. O tempo e o sal, o calor e a pressão, são forças Yang muito fortes.
As frutas, normalmente, não são dominadas pela força Yang. As raízes, por outro lado são dominadas por essa força. O famoso ginseng é um exemplo de uma raiz muito Yang. Algumas raízes são mais Yang do que outras. Normalmente quanto mais pequena a raiz, mais Yang é. Mas não se pode generalizar. Algumas raízes são grandes mas, porque crescem em ambientes montanhosos frios (yin), por um longo período de tempo, tornam-se Yang.A força Yang não acalma, ao contrário da força Yin. O sal, o molho de soja, o ginseng, etc são exemplos de alimentos que nos despertam (yang). De qualquer forma não podem ser utilizados em grandes quantidades, já que em excesso provocam o resultado oposto.
Agora podemos entender as verdadeiras diferenças entre Yin e Yang. Yin tem tendência de expansão e Yang tem tendência de contracção. Devemos perceber que todos nós necessitamos de um equilíbrio destas duas forças.
Yin Yang
Já referimos que a força Yang tem tendência a actividade e que a força Yin tem tendência à passividade. Este princípio é facilmente percebido através da comparação entre o calor e actividade do sol, em oposição ao frio e passividade da lua. O sol provoca o calor de verão Yang, e a lua provoca o frio de Inverno Yin. A actividade e relação entre o YY pode ser demonstrada de milhares de maneiras. Por exemplo, há muito mais actividade no verão do que no Inverno. No Inverno até podemos dizer que não há actividade nenhuma. Existe actividade, mas é mais subtil do que aquela que surge em dias quentes. Num dia quente o ar é revigorante, as frutas crescem, as pessoas enchem as ruas e as praias. Quando chegam os dias frios, temos tendência a ser mais caseiros e as ruas tornam-se silenciosas.A energia é Yang. Quando a água ferve, o calor Yang cria um movimento dinâmico, uma completa transformação na estrutura das moléculas e dos seus elementos; A inércia é Yin, e caracteriza-se pela ausência de actividade.
As frutas que crescem num clima quente, são mais ou menos Yin. As plantas e raízes que crescem em climas frios são Yang. Esta relação recíproca entre elementos YY pode ser demonstrado da seguinte forma: O cacto cresce num clima quente em terra seca, mesmo assim armazena uma grande quantidade de água. Conseguimos verificar agora o porquê de um clima quente Yang, produzir frutas sumarentas Yin, como as laranjas, as papaias, as maçãs, etc. Pelo contrário, um clima frio produz frutas mais pequenas, ou não produz frutas nenhumas. Esta é a razão pelo qual, a maior parte das plantas morre no Inverno. A actividade começa com a chegada dos dias quentes, sobre a influência do calor Yang.
A relação YY afecta directamente o homem. Quando está frio, o homem faz uma fogueira para se aquecer. Quando está quente, procura água para se refrescar. Esta mudança entre YY pode afectar-nos, se não tomarmos medidas para nos ambientarmos a estas transformações. Esta é a razão pelo qual o homem tem de mudar de dieta sempre que muda de clima.
Tudo o que comemos afecta-nos de determinada forma. Da mesma maneira que o clima nos afecta, também a comida produz reacções, seja ela líquida, picante ou ácida. É como se tivéssemos a natureza dentro de nós, produzindo sensações de frio e calor.
Algumas comidas produzem mais sede do que outras. O sal, Yang, é um exemplo. Uma refeição é equilibrada quando se utiliza sal e óleo como ingredientes. Se preparamos uma salada só com óleo, não vamos sentir o contraste do sal que equilibra e dá gosto ao prato.O bom cozinheiro sabe que o Yin não é tão delicioso sem a ajuda do Yang. Quando usado na medida certa, o sal ajuda a criar o sabor ideal. Uma batata sem sal não sabe a batata. Um elemento contrário é sempre necessário para tornar algo especial.
Já vimos que existe uma atracção muito grande entre YY. Temos tendência a beber mais líquidos sempre que comemos comida salgada. O consumo excessivo de líquidos provoca a perda de sal no nosso corpo, provocando um forte desejo de consumir sal.Esta atracção entre o YY pode ser controlada, dependendo da experiência do indivíduo. O homem sábio que entende esta relação tem o dever de não deixar os seus desejos controlarem a sua sabedoria. Só um tolo é que se deixa governar pelas atracções inesperadas que produz em si. Quando tem fome, come até ficar cheio, quando tem sede bebe até satisfazer a sede.
Aprendemos que o homem livre é aquele que aceita estas duas forças, como uma expressão de lei natural, desta forma não controla nem é controlado por elas.
Texto ‘The Rice Experience’ baseado em ‘Healing ourselves’ de Naboru Muramoto
Imagem ‘The Rice Experience’