Doenças Genéticas Ou Doenças Hereditárias

Quando reflectimos sobre a nossa estrutura genética, somos levados a acreditar que o acesso á nossa fundação biológica deveria estar disponível no dia-a-dia e não apenas através das técnicas da biologia molecular praticada em laboratórios.
Grande parte dos doentes habituaram-se a ouvir pareceres que fomentam algum conformismo em relação ao estado de saúde e ao fundamento e constituição do nosso organismo. Muitas vezes as patologias são diagnosticadas através de perguntas pessoais sobre doenças de familiares, de modo a comprovar que a doença provem de gerações passadas, ou seja: está gravada nos nossos genes e assim pouco existirá que possa ser feito. Este conformismo não convence.
Tudo começou com o prémio Nobel da Medicina Barbara McClintock, que alterou, abriu e tornou flexível a interpretação da genética, e o modo como esta se manifesta no corpo. Dado que qualquer organismo possui a capacidade de gerar um outro organismo, podemos aplicar este princípio aos genes.
Alguns geneticistas defendem que o DNA é influenciado pelo ambiente, pela dieta e pelo que fazemos no quotidiano – até pelos nossos pensamentos. Sendo verdade, abrimos uma serie de avenidas novas em direcção á cura de doenças.
Todas as pessoas têm áreas de desequilíbrio que se manifestam em sintomas de doença, e que provocam o desespero. Devido à linha de raciocínio de que os nossos desequilíbrios são fruto de condição genética pré-determinada, a nossa falta de esperança e credulidade têm vindo a crescer, mas através da visão flexível de Barbara, fica demonstrado que o processo de transformação genética é possível.
Até quando continuaremos á espera que todas as curas de doenças sejam descobertas pela indústria da biotecnologia e dos seus engenheiros genéticos?
Se de facto é possível contornar toda a indústria laboratorial, que mais não faz do que transformar milhões de euros de pesquisa em “falta de respostas aos reais problemas”, e optar por uma resposta orgânica e natural que apenas visa a reformulação de detalhes genéticos de cada um, o que nos impede de o fazer?
Actualmente para qualquer indivíduo que pertença a uma família com um historial de problemas cardíacos ao longo de várias gerações, a conclusão mais comum é a de que esta condição, está impressa nos seus genes, e nada poderá ser feito para o evitar.
A realidade é que os genes familiares podem ter sido alterados de forma a provocar problemas de coração através de dietas ricas em gordura, vícios intoxicantes, estilos de vida, etc. Em qualquer momento, qualquer pessoa desta família portadora de genes identificados com problemas do foro cardíaco, pode iniciar um processo de reversão possibilitando a capacidade de remover, se não toda a nefasta herança genética, pelo menos parte.
Os genes não estão encerrados num compartimento estanque onde existem guardas que os defendem de possíveis agressores. Tudo no nosso corpo flui e movimenta-se, e os genes não são excepção. Dentro de cada organismo existem uma quantidade enorme de fenómenos que são para nós imperceptíveis, e até a doença pode ser alimentada e promovida. Para a evitar, é necessário ter conhecimento acerca dos alimentos que o fazem. Uma vez identificados, deixar de consumir esses alimentos será necessário.
Existe sempre esperança, sempre.
Baseado no livro “Healing with Whole Food” de Paul Pitchfork
Alergia A Lacticínios/ Alergia Á Lactose

Da minha experiencia com mais de 1000 doentes nos últimos anos, cheguei à conclusão que os lacticínios são o alimento mais nocivo da dieta Norte Americana. Não me canso de dizer aos meus pacientes que o leite materno é para os bebés e o leite de vaca para os bezerros. Nós não parecemos, não pensamos, não crescemos, não nos portamos como vacas, então para quê beber o seu leite?
A introdução do leite de vaca na alimentação de uma criança provoca uma serie de problemas, como cólicas e diarreias.
Porque é que falhamos na observação deste “pormenor”? Na fase de crescimento de uma criança que consome produtos lácteos, poderão surgir: problemas respiratórios; amigdalites; gripes; congestão nasal crónica; ranho no nariz; otites e asma. Assim como: dores de cabeça; insónia; hiperactividade. Os país assumem a existência de alergias ignorando o facto de que pode estar relacionado com a alimentação.
Com o crescimento da criança, o uso continuado de lacticínios poderá provocar o aparecimento de problemas de pele como eczemas, e no caso das raparigas ciclos de menstruação irregulares acompanhado de dores fortes. A criança pode-se sentir cansada, sonolenta, com peso a mais e apresentar manchas escuras debaixo dos olhos. Os sintomas vão-se alterando com o tempo, mas o efeito do consumo continuado de lacticínios provocará vários problemas ao longo da vida.
Os problemas comuns relacionados com o consumo de lacticínios são: sinusite; enxaquecas; otites, sonolência, tosse, tudo sintomas que surgem mais à noite ou ao acordar. No sexo feminino assistimos ainda a sintomas como: extra sensibilidade no peito, descargas vaginais, quistos nos ovários, fadiga, cancro da mama, etc.
As dores de estômago foram rotuladas pelos médicos como Sindroma do Cólon Irritado. Os doentes pensam que é uma doença, enquanto os médicos arranjaram um nome para justificar um sintoma do qual não sabem a origem, tratando-o com medicamentos. A eliminação dos produtos lácteos ajudam a curar estes sintomas.
Texto da Dr.ª Helen V. Farrel, retirado do livro “Doctors look at Macrobiotics”
A Causa Das Enxaquecas

A enxaqueca é uma dor forte que torna a pessoa incapaz de viver o dia-a-dia. Normalmente acontece de tempos a tempos e é acompanhada por outros sintomas. De qualquer forma existem sintomas que são comuns, como por exemplo, a incapacidade de visão momentânea, flashes, distorções, visão de alguns pontos brancos, náusea e vómito. Às vezes a pessoa fica pálida, mal disposta e com os ouvidos a zumbir ou mesmo olhos carregados. Pode durar de 6 a 12 horas. Tem a particularidade de atingir o lado esquerdo do cérebro.
O lado esquerdo do cérebro controla o lado direito do corpo, porque os nervos se cruzam no pescoço. As pessoas que utilizam mais a mão direita, têm tendência a utilizar mais o lado direito do corpo, o que os leva a uma diminuição de oxigénio do lado esquerdo do cérebro. Como existem mais pessoas a utilizar o lado direito do corpo, as enxaquecas atingem maioritariamente o lado esquerdo do cérebro. Desta forma, nos canhotos, as enxaquecas atingem o lado direito do cérebro.
As enxaquecas acontecem quando as artérias e veias que vão até ao escalpe e cérebro se contraem, dilatam e inflamam. Mas o que será que provoca este comportamento das artérias e veias? De acordo com a medicina ocidental, os ataques surgem da tensão ou desequilíbrios emocionais e ocorrem, geralmente, após momentos de stress, desequilíbrios menstruais, fadiga, excessivo consumo de álcool, alergias a certos alimentos, etc. As enxaquecas são mais frequentes nas mulheres. Revolta, raiva, constipação, causas hereditárias, fumar, consumo de drogas e a falta de exercício físico aumentam o risco de aparecimento de dores de cabeça.
Os factores acima descritos são considerados os principais responsáveis pela ocorrência das enxaquecas, de qualquer maneira, a falta de oxigénio no cérebro é a principal razão.
Existem causas yin e yang que provocam a falta de oxigénio no cérebro.
Nas causas yang, a temperatura do corpo tem tendência a subir, as bochechas ficam vermelhas e as pupilas mais pequenas. Acontece quando se consome uma quantidade excessiva de gordura, consequência do consumo de alimentos de origem animal. A gordura tem tendência a formar obstáculos nas veias do cérebro, impedindo a livre circulação de sangue. A falta de oxigénio de qualidade em circulação, origina as enxaquecas. Os alimentos de origem animal contêm demasiado sódio, são yang, e estimulam o sistema nervoso parassimpático, causando a contracção das pupilas, pele avermelhada no lado do cérebro afectado e elevadas temperaturas do corpo.
Nas causas yin, a temperatura do corpo baixa, a face fica pálida e as pupilas dilatam.
A falta de oxigénio yin, é provocada por alimentos ricos em açúcar, frutas, outros hidratos de carbono simples, bebidas alcoólicas e manteiga. Estes alimentos oxidam facilmente, consumindo uma grande quantidade de oxigénio, causando a sua falta nas células do cérebro. A manteiga não é um hidrato de carbono simples, mas oxida muito facilmente ao calor. Neste processo, a manteiga consome o dobro do oxigénio do que os hidratos de carbono simples. O consumo de manteiga, é uma das principais causas das enxaquecas. Os glóbulos vermelhos que resultam do consumo excessivo de alimentos yin são mais fracos e incapazes de transportar tanto oxigénio como os glóbulos vermelhos de uma pessoa saudável. Esta falta de oxigénio causa dores fortes dores na cabeça e resulta numa dor de cabeça yin. Mais tarde, estes alimentos estimulam o sistema nervoso simpático, causando uma dilatação das pupilas, cor de pele pálida no lado afectado pelo cérebro, e dilatação das células do cérebro.
Demasiada água no corpo pode provocar enxaquecas de origem yin. O metabolismo dos hidratos de carbono simples produz água, que é adicionada aos fluidos ingeridos, aumentando assim a sua circulação no cérebro. Como resultado, as células cerebrais expandem-se e pressionam os nervos contra o cérebro, surgindo as dores.
Para um melhor controlo deste sintoma, The Rice Experience recomenda uma dieta focada nos cereais integrais, vegetais, algas e leguminosas. Simplificar a alimentação, simplifica a vida.
Exemplos de alimentos yin: açúcar, fruta, droga, medicamentos, mel, leite e derivados, etc.
Exemplos de alimentos Yang: ovos, carne, peixe, etc.
A Mastigação Facilita A Digestão E A Seleção Dos Alimentos

Um dia, um estudante da Vega (escola de macrobiótica) perguntou-me por que perdemos a capacidade de seleccionar os alimentos que compõem a base da nossa alimentação. E porque gostamos tanto de comer coisas que nos fazem mal, chegando ao ponto de precisarmos de utilizar o conceito Yin Yang de forma a trazer alguma racionalidade às refeições?
Nos tempos antigos, quando as pessoas comiam bons alimentos, tinham a capacidade e o discernimento para seleccionar a melhor alimentação. Porque é que se começou a comer pior, até chegarmos à desgraça dos dias de hoje?
Respondi que nos tempos antigos, os alimentos eram cultivados e consumidos na mesma área respeitando as épocas de cultivo. Portanto, tudo o que se comia estava em boas condições. As pessoas melhoravam o seu estado de saúde mantendo a capacidade de seleccionar bons alimentos intuitivamente. Ao nível da consciência as suas capacidades diminuíram, porque não era necessário pensar que comidas eram realmente boas.
Em seguida, o comércio de alimentos desenvolveu-se. Os alimentos passaram a ser transportados para longe (fora da zona de produção), onde as inovações tecnológicas, como novos meios de conservação através da refrigeração, possibilitaram a existência de uma abundância de alimentos produzidos fora de época (fora de tempo). A indústria começou a corromper a comida. Foram adicionados preservativos de forma a prolongar os prazos de validade. A coloração e a adição de outros químicos tornaram possível manter os alimentos, aparentemente frescos e deliciosos. Os fertilizantes e os químicos, para controlo de insectos e pragas, passaram a fazer parte do normal funcionamento da agricultura, de forma que não houvesse más colheitas, traduzindo-se em maiores lucros. Como resultado, deixaram de existir produtos naturais na nossa “sociedade moderna”.
A capacidade de discernimento para seleccionar alimentos está completamente distorcida, enublada. Desta forma, o estudo da nutrição progrediu e o conceito de Yin Yang serviu para o desenvolvimento das nossas capacidades de decidir o que comer, segundo a constituição de cada pessoa. De qualquer forma, estamos apenas a descrever a capacidade intelectual de julgar, de seleccionar. Enquanto o nosso nível intuitivo estiver distorcido e enublado, temos grandes problemas em fazer essa selecção, devido aos fortes desejos de comer comida processada.
Para mim, só existe uma maneira de melhorar a nossa capacidade de julgar, que é a mastigação. A mastigação consegue dar-nos uma capacidade selectiva de julgamento dos alimentos, consciente e inconscientemente. Através da mastigação a comida torna-se líquida com a saliva, provocando reacções químicas ao nível dos sabores, conseguindo assim julgar se a comida é doce ou salgada, ácida ou amarga, etc.
Através da mastigação, os aditivos químicos sintéticos, proporcionam maus paladares – mas a comida natural fica muito mais saborosa. A mastigação intensifica o sabor dos alimentos bem cozinhados.
Quando ganhamos o hábito de mastigar mal e comer à pressa, começamos a perder a capacidade de escolher a melhor alimentação, mesmo com uma boa capacidade de julgamento intuitivo.
Herman aihara “Learning from Salmon”
Documentário Food Fight
A agricultura assenta numa realidade muito frágil. È um problema mundial que acaba por fugir aos assuntos que entram na nossa casa pela famosa caixa de informação que desinforma. É na redacção das empresas de comunicação que se decide quais os temas da actualidade que merecem cobertura. O tema Agricultura parece esquecido. Não que não se fale do impacto da natureza na Agricultura, nos resultados das colheitas, nas quotas de produção permitidas pela Europa, na escassez de peixe, etc, mas pouco se publica sobre os químicos que contaminam os solos, a patente das sementes, a substituição do nitrogénio natural pelo químico, monoculturas, qualidade da carne, etc.
Este documentário da BBC, Food Fight, fala sobre os produtos GM (geneticamente manipulados). Descreve o interessante percurso de um jovem agricultor, produtor de alimentos orgânicos, que se disponibiliza a conhecer os GM, desde a sua raiz até ao consumidor final. Visita laboratórios, campos de produção intensiva de gado na Argentina, armazéns de feijão de soja GM, campos de cultivo de GM nos EUA, manifestações contra os GM na Europa, agricultores no Uganda, comunidades religiosas de agricultores que não utilizam máquinas agrícolas movidas a petróleo, especialistas em pragas, etc, com o objectivo de esclarecer os prós e contras da produção dos GM, efeitos na saúde, nos solos, etc.
Será que as inovações tecnológicas alimentares vão resolver o problema de fome no mundo, onde o excesso de população é uma realidade? Será que as corporações envolvidas, procuram formas sustentáveis de promover a resolução dos problemas? Será o FDA, OMS, AMA organismos dignos de confiança?
Cancro Da Mama
O cancro da mama atingiu proporções epidémicas na sociedade moderna, com uma média de uma em cada oito mulheres. Surge quando existe um crescimento de tecido celular maligno, que é caracterizado por um inchaço no peito, uma protuberância, situação de desconforto sem haver uma dor real, e nódulos debaixo dos braços. Estão devidamente identificados e classificados, sendo todos considerados letais senão forem tratados, visto o risco de propagação para os outros órgãos ser inevitável.
A partir do momento em que se descobre um possível aparecimento de células cancerígenas, alguns tipos de operações de remoção são recomendados pela comunidade médica.
Quanto mais cedo for detectado, menos doloroso é o tratamento e mais probabilidades tem o paciente de sobreviver. Os grupos de risco, na maior parte dos casos, são mulheres que têm casos de cancro na família, que tenham tido tumores benignos no peito, que nunca tenham tido filhos, ou que tenham sido mães depois dos 35 anos de idade, ou que tenham mais de 50 anos de idade. De qualquer forma, as idades onde tem sido diagnosticado cancro da mama têm diminuído de ano para ano.
Devido ao elevado número de casos encontrado em mulheres na menopausa, níveis elevados de estrogénio têm sido sugeridos como factores que contribuem para o cancro da mama.
É encorajador ver a ciência a reconhecer o papel das dietas ricas em gordura como potenciadoras de diversas doenças, entre elas o cancro da mama. Durante muitos anos, os seguidores da dieta macrobiótica recomendaram uma dieta com poucas gorduras. Uma mudança na dieta e estilo de vida é o passo mais importante para reduzir o risco de cancro da mama.
Existem dois tipos de cancro da mama. O primeiro tipo, tendo por base uma alimentação Yang (carne, peixe, ovos, e consumo insuficiente de vegetais), o outro tipo tendo por base uma alimentação Yin (álcool, fruta, açúcar, lacticínios e vinagre, além do consumo insuficiente de sal em qualidade e quantidade, para balancear os açúcares).
ESTUDOS CIENTIFICOS
A dieta macrobiótica reduz o risco de cancro da mama.
Os investigadores do New England Medical Center em Boston concluíram que as mulheres macrobióticas e vegetarianas têm menos probabilidade de contrair o cancro da mama. Os cientistas concluíram que estas mulheres processam o estrogénio de maneira diferente das mulheres que têm dietas desequilibradas, eliminando-o mais rapidamente do corpo. O estudo envolveu 45 mulheres pré e pós menopausa, onde metade eram macrobióticas ou vegetarianas, enquanto que o resto não.
Os dois grupos consumiram a mesma quantidade de calorias. As mulheres vegetarianas consumiram 1/3 da gordura animal consumida pelo grupo não vegetariano, e libertaram duas vezes mais estrogénio. Os elevados níveis de estrogénio são um indicador que serve para despiste da doença, visto que possibilitam o desenvolvimento do cancro da mama.
Fonte:B.R. Goldin e tal., “Effect of diet on Excretion of Estrogens in Pré- and Postmenopausal Incidence of Breast Câncer in Vegetarian Women,” Câncer Research 41:3771-73,1981
Tofu e miso protegem contra o cancro da mama.
Num estudo feito sobre o efeito dos produtos à base de soja nas hormonas femininas, cientistas japoneses concluíram, após o estudo de 50 mulheres saudáveis em pré-menopausa, que o consumo de miso e tofu reduzem a produção de estradiol, uma super hormona estrogénica. Os cientistas concluíram que os produtos à base de soja baixam os níveis de probabilidade de incidência de cancro da mama.
Fonte: C. Nagata, “Decreased Serum Estradiol Concentration Associated with High Dietary Intake of Soy Products in Premenopausal Japanese women”. Nutrition and Cancer 29(3):228-33.1997.
Dieta diminui o risco de mulheres hispânicas terem cancro da mama.
As mulheres hispânicas que vivem nos EUA têm a mortalidade mais baixa de cancro da mama, comparando com os outros grupos étnicos. Os investigadores da Universidade de Texas publicaram um estudo feito com 22 mulheres da área de Houston, que consumiam diariamente na sua dieta, cereais, pão, feijão e vegetais em maiores quantidades do que as verificadas noutros grupos étnicos. Esta diferença na dieta justifica o porquê das mulheres hispânicas terem pouco cancro da mama.
Fonte: “Dietary Fiber, Hispanics, and Breast Cancer Risk?” Annals of theNew YorkAcademyof Science 837:524-36,1997.
Estamos Dependentes Da Industria Farmacêutica
O ser humano é falível. O ser humano é imperfeito.
Por norma definimo-nos mais por aquilo contra o que somos, do que por aquilo a favor do qual somos. Temos também o vício de nos deixar moldar por desejos. Esses desejos são, normalmente o que consideramos ser o aspecto positivo das situações (saúde, felicidade, sorte, beleza). Os grandes homens, e as grandes mulheres foram moldados na adversidade, não na facilidade. O conhecimento nasce da dificuldade, e não existe nenhuma fórmula universal para responder a situação alguma.
Uma característica que se tem vindo a acentuar no homem moderno é o querer TUDO e o querer AGORA. Não há tempo a perder, nem tempo para aprender. No que respeita à saúde em particular, todos a querem da forma mais rápida e indolor possível. À medida que nos fomos alienando da nossa essência humana, caímos em várias armadilhas, e essa é apenas uma delas. Todos os dias observo episódios que o ilustram. Assim que alguém se sente “doente” ou minimamente desconfortável toma imediatamente um comprimido, actualmente até já existem comprimidos para se tomar antes de haver sintomas de doença. Da mesma forma que todos fingimos que a morte não existe, também todos fingimos que não há um preço a pagar para tudo aquilo que fazemos. Podemos reconhecê-lo e assumi-lo ou não, mas tanto os excessos e desvios alimentares mais tarde se manifestam física e psicologicamente, como o “milagre” da medicina moderna a médio/longo prazo acarreta consequências gravosas e muitas vezes difíceis, senão impossíveis de reverter. Não há almoços grátis.
Outra característica inerente ao homem moderno é a da contestação: contestam-se as medidas governamentais e as medidas fiscais mas não a base que as suporta. A atitude é semelhante relativamente à medicina: contestam-se os preços dos medicamentos, os preços dos seguros, os preços das taxas moderadoras mas não o núcleo de toda uma indústria, que, tal como todas as outras assenta na maximização do lucro seja de que forma for. Os gestores das empresas farmacêuticas e os gestores das empresas hospitalares estão tão preocupados com a nossa saúde como os gestores da REN ou da Águas de Portugal, limitam-se a criar um sentimento de necessidade pelo seu produto. Existem também uma campanha de marketing de branqueamento tal como o McDonalds tem, de modo a não alienar os consumidores mais preocupados.
Se cada um de nós investir um décimo do tempo que tem livre, no estudo da causa/efeito e tiver a ousadia de agir em conformidade, não só a máquina que capitaliza a saúde sofrerá um rude golpe, como todas as outras que assentam na exploração humana o sofrerão.
Será fácil? Provavelmente não.
Será rápido? Certamente não.
Será possível? Nas palavras de Martin Luther King “I have a dream”
Toda a gente quer dançar com o diabo, mas ninguém quer pagar à banda
Texto de Hugo Lopes, editor do blogue www.ofimdanoite.wordpress.com
O Açucar Provoca Efeitos Devastadores No Organismo
Somos ou não responsáveis pelos nossos actos? Será a alimentação um factor importante? O livro de Barbara Reed Stitt “Food & Behaviour” relata a sua experiencia, enquanto responsável pela supervisão de criminosos, no tribunal municipal de Ohio durante 20 anos. Estudou cuidadosamente a relação entre a dieta e o comportamento, levando-nos a crer que muito podia ser feito nos estabelecimentos prisionais, ao nível da nutrição.
No começo do século, o consumo médio de açúcar branco por pessoa/ano era de 2 kilos, em contraste com os 60 kilos de consumo médio anual, que se verificam hoje em dia.
Custa-me a acreditar neste dado estatístico. A pessoas não imaginam como podem comer 50/100/150 kilos de açúcar ano. É frequente perguntar, “Como é possível, se consumo apenas 4 colheres de chá por dia?”. Mas a verdade é que, apenas uma pequena percentagem vem do açucareiro. 80% de comidas processadas. Nas últimas décadas, a industria alimentar tem aumentado a quantidade de açúcar utilizada, promovendo um consumo excessivo e indiscriminado. Nos cereais do pequeno-almoço, 60 % do seu peso é açúcar; ½ L de Coca-Cola tem 12 colheres de chá de açúcar; 30% do ketchup é açúcar; 30% do Fast Food é açúcar. Sem contar com os medicamentos que chegam a conter 70% de açúcar. Desta forma não é difícil perceber porque consumimos tanto açúcar.
Devido ao consumo excessivo de açúcar, os níveis de glicose sofrem desequilíbrios extremos, tanto por excesso como por ausência. O pâncreas liberta insulina em excesso para baixar esses níveis. Estas diferenças assustadoras de glicose resultam em hipo glicemia. Não admira que 50% dos americanos sofram desta doença.
Baixos níveis de glicose provocam a desnutrição das células, levando a um sentimento de fraqueza geral. Mas as células do cérebro encontram-se especialmente desnutridas. Assim que os níveis de açucares baixam, o cerebelo – área do cérebro responsável pelo pensamento; aprendizagem; e pelo comportamento social – cessa gradualmente, desviando a energia que resta para o tronco cerebral, que controla os nossos comportamentos mais primitivos como: vontade de comer; desejo sexual; instintos de agressividade/defesa, funções básicas do corpo.
A dificuldade do cérebro em se nutrir, em estados de hipo glicemia, pode levar a comportamentos estranhos do indivíduo como: tremores; irritabilidade; confusão; neurose; psicose; esquizofrenia; depressão; ataques de pânico, etc. Sintomas mais do que presentes nas sociedades modernas.
A relação existente entre a hipoglicemia e doenças mentais, ajuda a perceber a relação existente entre o crime e a dieta. Muitos dos oficiais que supervisionam criminosos, relatam historias que provam esta inter-relação, visto que os actos praticados, normalmente estão longe do normal comportamento humano, que revelam falta de percepção da realidade.
Os problemas do foro psicológico têm uma relação directa com o consumo de açúcar. A julgar pelo seu consumo, não admira que as doenças mentais afectem mais de metade dos portugueses. Quanto maior o consumo de açúcar, maior o consumo de ansiolíticos e derivados. Quem ganha com este estado de apatia? A Industria Farmacêutica.
Baseado no livro de Barbara Reed Stitt “Food and Behaviour”
Pensamos Em Alimentação Saudável, Praticamos Alimentação Sensorial
Observar os efeitos dos alimentos consumidos é uma experiência única.
Ao ingerir alimentos Yin em grandes quantidades (frutas, líquidos, lacticínios, mel, vegetais menos aconselháveis, drogas, medicamentos, açúcar, etc), observamos uma expansão na nossa imaginação. Fazemos planos inexecutáveis, incidindo na patética masturbação mental. A cabeça fica muito leve, cérebro mole, opiniões sem peso, preguiça, fragmentação de pensamento, apatia, alienação, lentidão, reflexo lógico, relaxamento, displicência e entorpecimento geral.
Alimentos muito pesados ocasionam uma digestão lenta, concentrando uma grande quantidade de sangue no aparelho digestivo, de modo que diminui a oxigenação cerebral, provocando um raciocínio mais lento e conservador com tendência a se arrastar no passado. O pensamento muito pesado distancia-se do corpo físico, carecendo de leveza e agilidade para acompanhar a velocidade dos acontecimentos. As pessoas muito Yang, revelam um certo ar de superioridade, orgulho e auto importância, olhando à sua volta de alto para baixo.
O consumo desequilibrado de Yin Yang, ocasiona uma combinação das duas tendências.
A milenar medicina oriental já conhecia a relação existente entre a condição do fígado e vesícula biliar e o estado de humor da pessoa. Se estes órgãos estiverem sobrecarregados manifestam-se a ira, irritação, ansiedade e impaciência. Caso contrário, manifestam-se a paciência e a perseverança. Dizia-se que uma pessoa com mau humor tinha “maus fígados”. A condição dos rins e da bexiga está directamente ligada ao medo, insegurança, hipersensibilidade, depressão, e preocupação excessiva. A ingestão de muitos líquidos, sal e açúcar sobrecarregam o funcionamento destes órgãos provocando este tipo de emoções.
As frutas acentuam o sentimentalismo e a preguiça, por isso não é surpreendente encontrar essas características principalmente nas áreas tropicais.
Quando consumimos lacticínios, estamo-nos a refugiar na infância, procurando o alimento que associamos às épocas mais felizes e aconchegantes das nossas vidas. Comendo como fazíamos quando éramos crianças, intuitivamente, regredimos nas supostas fases de evolução do desenvolvimento humano
Os alimentos de origem animal, provocam maior estímulo sensitivo e sensorial, levando os consumidores a viverem no passado, no materialismo, no egocentrismo. Por outro lado, o açúcar é um dos maiores causadores de depressão e pessimismo. O pico de energia de pouca duração que proporciona, provoca uma expansão do pensamento, fazendo com que as acções não consigam acompanhar o raciocínio, surgindo uma desconexão entre a teoria e a prática. A excitação eufórica reflecte uma condição doentia do coração e intestino delgado.
Uma alimentação mais neutra proporciona-nos uma maior capacidade de adaptação, física e mental a qualquer circunstância. O alimento do pensamento é Yin e o alimento da actividade é Yang. Juntos na devida proporção, formam uma dieta equilibrada, tendo como base os cereais integrais, as raízes, vegetais de folha verde, algas e leguminosas, poucos fritos e pouco peixe.
Estamos a viver um momento histórico da mais fundamental importância. A nossa postura, atitude e alimentação, influencia o destino, família, comunidade, cidade, país. A capacidade de auto-liderança não existe. Estamos bloqueados e descontrolados.
O Poder Inquestionável Da Medicina Sintomática
Em primeiro lugar queremos deixar claro que o nosso objectivo não é a busca de longevidade, vida eterna, ou mudar o mundo através de um blog, pois na nossa opinião a Internet dificilmente oferecerá alguma mudança qualitativa ás nossas vidas devido ao excesso de informação que oferece.
Existe quem diga que somos do contra, que somos loucos, extremistas, sectários, etc. Perguntam-nos se temos intenções de viver para sempre, pois não percebem porque nos restringimos no que aos prazeres da vida diz respeito. Esta é sem dúvida uma das maneiras de interpretar a questão, mas se tivermos em conta que a maioria dos prazeres da vida contêm ingredientes como sulfitos, açúcar, aspartame, glucamato de sódio, xarope de milho ou edulcorantes, alimentos processados cujo efeito no organismo é desconhecido pelo comum dos cidadãos, preferimos abdicar destes prazeres da vida e escolher outros. Que cada um escolha os seus, consciente ou inconscientemente.
Não acreditamos que a alimentação natural proporcione uma vida de paz, amor e felicidade eterna, em que as pessoas vivem em harmonia com a natureza. Não embarcamos em fantasias utópicas de futuros promissores. Acreditamos sim, que a alimentação natural potencializa as capacidades de discernimento e julgamento, avaliando tudo o que nos rodeia numa perspectiva dualista de dinâmica/estática, flexibilidade/inflexibilidade, diferença/igualdade, a fim de compreender que a nossa postura em relação ás manifestações que ocorrem na vida é da nossa inteira responsabilidade.
Na vida tudo acontece: amor, ódio, guerra, paz, felicidade, tristeza etc. A história que todos contamos sobre o temperamento terrível de sujeito A, B, ou C em contraste com os elogios a D, E, ou G, é mera fantasia. Se observármos o nosso comportamento, verificaremos que somos tão maus ou piores do que o objecto da nossa crítica. Estamos todos no mesmo barco, apenas em bancos diferentes.
Os posts deste blog têm o intuíto de promover novas perspectivas de avaliar o que nos rodeia, pois aquilo que parece estar fora do nosso alcance, está afinal bem mais próximo do que alguma vez imaginámos, e a nossa intervenção pode até ter significado.
Caso não tenham reparado, existem crianças que nascem com diabetes, Leucemia e Asma, Há demasiados adultos com cancro, arteriosclerose e depressões. Existem mulheres que, apesar do consumo de cálcio, assistem á chegada da menopausa como o começo do fim da vida, da transformação da estrutura óssea em matéria quebrável. As respostas para estes problemas não se encontram apenas nos hospitais, que talvez sirvam para tratar o problema no imediato, mas a longo prazo, se nada for resolvido ao nível da alimentação e dos hábitos quotidianos, os problemas continuarão a suceder-se e agravar-se.
Cada vez mais devemos assumir o papel de maquinista em vez do de passageiro. O passageiro é passivo, senta-se e espera, o maquinista lidera, conduz. Devemos assumir sempre a liderança e não permitir que os médicos controlem as nossas vidas. Estes estudiosos em quem confiamos são os mesmos que recebem das farmacêuticas propostas indecentes de venda de produtos específicos, sendo depois remunerados com viagens ou outros bens materiais. Confiar cegamente na medicina sintomática é assumir a incapacidade de resolver os nossos problemas, e passar o testemunho da responsabilidade.
Com a vida que levamos é demasiado fácil perder a postura subversiva de questionar todas as coisas. Ao perder essa postura perdemo-nos.